Política

MP do IOF deve ser votada nesta terça (7) no Congresso; entenda proposta

Relatório amplia tributação sobre investimentos e muda gestão do seguro-defeso de pescadores artesanais; Motta diz que medida é "muito abrangente"

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Warley Júnior
06/10/2025, 13:35 • Atualizado em 06/10/2025, 13:35
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Relator da medida, deputado Carlos Zarattini (PT-SP) | Divulgação/Câmara dos Deputados

Relator da medida, deputado Carlos Zarattini (PT-SP) | Divulgação/Câmara dos Deputados

Na semana seguinte à vitória do governo com a aprovação da isenção do Imposto de Renda, outra pauta de interesse direto do Executivo deve movimentar o Congresso Nacional. Trata-se da medida provisória (MP) do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), cuja votação do relatório está marcada para esta terça-feira (7).

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A proposta trata da tributação de aplicações financeiras e, no parecer apresentado, o relator da matéria, deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), amplia a cobrança sobre investimentos que hoje são isentos. O texto também transfere das prefeituras para o Ministério do Trabalho a competência para gerenciar o pagamento do seguro-desemprego a pescadores artesanais.

Editada pelo governo em junho, a medida foi pensada como uma alternativa à revogação do decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que aumentava o IOF.

O texto prevê novas regras para a tributação de fundos de investimento, letras de crédito e fundos imobiliários, além de definir critérios específicos para ativos virtuais, operações em bolsa, empréstimos de ativos e investidores estrangeiros. A MP ainda eleva as taxas cobradas sobre plataformas de apostas esportivas, as chamadas bets.

Possíveis mudanças na MP

O presidente da Câmara, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou em entrevista ao jornal Valor Econômico que o debate sobre a MP é considerado "difícil" por envolver "mudanças em muitos setores". Segundo ele, o relator tem buscado diálogo com representantes desses segmentos e com as bancadas partidárias para tentar viabilizar a aprovação do texto.

Questionado sobre uma possível "desidratação" do relatório, Motta disse que ainda não é possível prever o tamanho das mudanças. "Não dá ainda pra saber se vai ser desidratado ou não", afirmou. O presidente da Câmara ponderou que a ideia inicial do Executivo pode passar por ajustes para garantir apoio e viabilizar a aprovação da medida na Casa.

Após a análise pela comissão mista do Congresso, a medida provisória do IOF ainda precisará ser votada nos plenários da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

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