Política

Gleisi desafia Alcolumbre a instalar CPI do Master

Deputada também criticou PL da Dosimetria afirmando que projeto é sinal verde para nova tentativa de golpe

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A deputada Gleisi Hoffmann durante sessão para analisar vetos de Lula ao PL da Dosimetria | Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) desafiou, nesta quinta-feira (30), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), a instalar uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar o caso do Banco Master.

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Alcolumbre resiste à medida e tem se esquivado da pressão para formalizar a comissão.

"Nós não temos medo, não. Quero fazer um pedido para vossa excelência: instale a CPI do Master. Nós fazemos essa discussão aqui dentro do Congresso Nacional, porque será uma boa oportunidade para os bolsonaristas explicarem porque Bolsonaro ganhou R$ 3 milhões do Zettel, cunhado do Vorcaro, e porque os bolsonaristas deram apoio e dão apoio a esse governo do Distrito Federal, que quebrou o BRB nos conluios com o Master", afirmou.

As declarações foram dadas durante sessão do Congresso Nacional para analisar a derrubada dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da Dosimetria.

Na ocasião, a deputada também criticou o projeto e apelou para a "biografia" de Alcolumbre na tentativa de evitar a votação de alterações que reduzem penas dos condenados pelo 8 de janeiro e pela tentativa de golpe de Estado, incluindo a do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Para Gleisi, a derrubada dos vetos será um recado de impunidade dado pelo Congresso.

"Passar pano para a tentativa de golpe, pros golpistas, é a mesma coisa que dizer: 'façam de novo, vão lá, depredem de novo o Congresso Nacional, o Supremo, o Palácio do Planalto, e tentem dar golpe novamente para tirar um presidente eleito. É essa a mensagem que a gente deixa para o futuro", disse na tribuna.

Alcolumbre decidiu fatiar a análise do veto integral de Lula ao projeto de lei. A decisão foi tomada por causa da sobreposição de dispositivos da lei da Dosimetria ao PL Antifacção.

Isso evita que o benefício seja estendido a condenados por outros crimes, como feminicídio e organização criminosa, e restringe progressão de pena a responsabilizados pelas depredações às sedes dos Três Poderes.

Gleisi sugeriu que a sessão para votar o PL "coroa" um acordo que envolveu a derrota histórica de Jorge Messias na noite de quarta-feira (29) no Senado, tornando-o o primeiro indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 132 anos a ser rejeitado em plenário.

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