Política

Boulos vai à comissão especial da escala 6x1 nesta quarta-feira (13)

Ministro da Secretaria-Geral da Presidência defenderá posicionamento do governo contra redução salarial e longo período de transição

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O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos | Renato Araújo/Câmara dos Deputados

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, participa nesta quarta-feira (13) de audiência pública na comissão especial que analisa a PEC pelo fim da escala de trabalho 6x1. A sessão está marcada para às 14h.

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O tema da audiência é: Aspectos sociais e a importância do Diálogo Social para a redução da jornada de trabalho no Brasil.

A ida de Boulos à comissão reforçará a posição do governo Lula (PT) a favor da proposta. O Planalto também se coloca contra a compensação das empresas, a redução dos salários e um longo período de transição.

Antes do deputado licenciado, os ministros Luiz Marinho, do Trabalho e Emprego, e Dario Durigan, da Fazenda, também já participaram de audiências do colegiado. Boulos, contudo, é um dos mais vocais na defesa do fim da escala 6x1.

Em entrevista na terça-feira (12) ao programa Bom dia, Ministro, do CanalGov, Boulos reforçou que o Executivo não aceitará uma transição longa, seja de um, dois ou cinco anos. A oposição fala em até 12 anos para a implementação total da medida.

“A gente não aceita uma transição dessa natureza. Uma coisa é você botar 60 dias. Bem, tem o tempo para se adaptar, para reorganizar as escalas, ok. Toda lei tem uma transição de um mês, dois meses, para passar a valer para os setores se organizarem. Outra coisa é você querer empurrar com a barriga, usar essa ideia de transição para jogar para frente. Isso o governo do presidente Lula não aceita e nós vamos lutar para que não seja aprovado dessa forma”, declarou o ministro da Secretaria-Geral.

Durante a entrevista, Boulos também afirmou que o fim da escala 6x1 não significa redução da produtividade dos trabalhadores. “Não é segredo para ninguém que um trabalhador mais cansado vai render menos no trabalho”, argumentou.

“Então, onde você reduziu a jornada e deu mais tempo de descanso, você teve melhora do rendimento dos trabalhadores, aumento da produtividade do trabalho e redução dos acidentes de trabalho. Esse é o impacto econômico positivo de ter dois dias de descanso com o fim da 6x1”, completou.

A ida do ministro na audiência desta quarta acontece uma semana antes da entrega do relatório da comissão. O colegiado funcionará até 26 de maio, mas o relator, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), entregará o documento final no dia 20.

O cronograma condiz com a estratégia do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de votar a PEC em dois turnos até o final deste mês. Na semana passada, o deputado declarou que pretende dar ao Senado a oportunidade de analisar a proposta antes do recesso parlamentar de julho.

Ainda nesta quarta-feira (13), a comissão especial realiza outra audiência, com o tema “Impactos sobre a Vida das Mulheres e dos Pequenos Negócios”. A sessão começou às 10h.

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