Após atentado em Brasília, PSOL pede arquivamento do PL da Anistia
Sigla alegou que perdoar participantes do 8 de janeiro enviaria uma mensagem perigosa aos extremistas
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Camila Stucaluc
PL da Anistia visa perdoar participantes do 8 de janeiro | Divulgação/Marcelo Camargo/Agência Brasil
Deputados do PSOL protocolaram, na noite de quinta-feira (14), um requerimento que pede o arquivamento do Projeto de Lei (PL) para anistiar as pessoas que foram presas por participar dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O movimento aconteceu após o atentado em Brasília, no qual um homem explodiu artefatos na Praça dos Três Poderes.
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No documento, os parlamentares alegaram que o projeto merece ser declarado prejudicado e arquivado, “tanto pelos fatos ocorridos” na quarta-feira “como pelas flagrantes inconstitucionalidades que revestem a matéria de fundo”. Citando investigações policiais, o grupo disse que o novo atentado pode estar relacionado ao 8 de janeiro.
“Manter em tramitação uma proposição que pretende aprovar uma anistia para crimes tão graves enviaria uma mensagem perigosa de que atentados à democracia podem ser perdoados sem consequências, legitimando a proliferação de tais condutas, mormente pelo fato de que há parlamentares que apoiam tais atos antidemocráticos e que a rejeição da matéria pelo voto pode não vir a ocorrer”, diz o trecho do documento.
Os deputados finalizaram ressaltando que o arquivamento do PL é crucial, já que “o contrário representaria um retrocesso civilizatório”. Além disso, “minaria décadas de luta pela consolidação democrática e tornando a impunidade uma constante e perene autorização para o cometimento de crimes e para a subversão dos pilares constitucionais que fundamentam o Estado Democrático de Direito”.
Enviado à presidência da Câmara, o requerimento foi assinado pelos deputados Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Luiza Erundina (PSOL-SP), Glauber Braga (PSOL-RJ), Chico Alencar (PSOL-RJ) e Tarcísio Motta (PSOL-RJ).
O que é o PL da Anistia?
O PL da Anistia prevê perdoar todas as pessoas que participaram de atos com motivação política ou eleitoral entre outubro de 2022 e a data de vigência da futura lei – período que abrange o 8 de janeiro de 2023. Se aprovado, valerá para quem apoiou os atos com doações, logística, prestação de serviços ou publicações em redes sociais.
A proposta chegou a ser pautada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), no entanto, atrasou a tramitação e despachou a matéria para análise de uma comissão especial.
Além da oposição no Congresso, o PL da Anistia conta com diversos pedidos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – já que a invasão do 8 de janeiro foi protagonizada por seus eleitores. O político chegou, até mesmo, a pedir de "coração" ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para soltar as pessoas que foram presas pelos atos.
Após atentado em Brasília, PSOL pede arquivamento do PL da AnistiaSigla alegou que perdoar participantes do 8 de janeiro enviaria uma mensagem perigosa aos extremistasPolítica2024-11-15T07:38:00.000ZDeputados do PSOL protocolaram, na noite de quinta-feira (14), um requerimento que pede o arquivamento do Projeto de Lei (PL) para anistiar as pessoas que foram presas por participar dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O movimento aconteceu após o, no qual um homem explodiu artefatos na Praça dos Três Poderes. No documento, os parlamentares alegaram que o projeto merece ser declarado prejudicado e arquivado, “tanto pelos fatos ocorridos” na quarta-feira “como pelas flagrantes inconstitucionalidades que revestem a matéria de fundo”. Citando investigações policiais, o grupo disse que o novo atentado pode estar relacionado ao 8 de janeiro. “Manter em tramitação uma proposição que pretende aprovar uma anistia para crimes tão graves enviaria uma mensagem perigosa de que atentados à democracia podem ser perdoados sem consequências, legitimando a proliferação de tais condutas, mormente pelo fato de que há parlamentares que apoiam tais atos antidemocráticos e que a rejeição da matéria pelo voto pode não vir a ocorrer”, diz o trecho do documento. Os deputados finalizaram ressaltando que o arquivamento do PL é crucial, já que “o contrário representaria um retrocesso civilizatório”. Além disso, “minaria décadas de luta pela consolidação democrática e tornando a impunidade uma constante e perene autorização para o cometimento de crimes e para a subversão dos pilares constitucionais que fundamentam o Estado Democrático de Direito”. Enviado à presidência da Câmara, o requerimento foi assinado pelos deputados Sâmia Bomfim (PSOL-SP), Fernanda Melchionna (PSOL-RS), Luiza Erundina (PSOL-SP), Glauber Braga (PSOL-RJ), Chico Alencar (PSOL-RJ) e Tarcísio Motta (PSOL-RJ). O que é o PL da Anistia? O PL da Anistia prevê perdoar todas as pessoas que participaram de atos com motivação política ou eleitoral entre outubro de 2022 e a data de vigência da futura lei – período que abrange o 8 de janeiro de 2023. Se aprovado, valerá para quem apoiou os atos com doações, logística, prestação de serviços ou publicações em redes sociais. A proposta chegou a ser pautada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. O presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), no entanto, atrasou a tramitação e despachou a matéria para análise de uma comissão especial. Além da oposição no Congresso, o PL da Anistia conta com diversos pedidos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) – já que a invasão do 8 de janeiro foi protagonizada por seus eleitores. O político chegou, até mesmo, a pedir de "coração" ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para soltar as pessoas que foram presas pelos atos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/apos-atentado-em-brasilia-psol-pede-arquivamento-do-pl-da-anistia
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