Pedidos de medida protetiva crescem 17,5% no estado de SP
Aumento foi registrado em 2025, ano em que a região bateu recorde de feminicídios
Camila Stucaluc
Pedidos de medida protetiva crescem 17,5% no estado de SP | Agência Brasil
O Estado de São Paulo registrou um aumento nos pedidos de medida protetiva em 2025. Segundo balanço do governo, foram 118,6 mil solicitações no período, número 17,5% superior ao registrado em 2024.
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A medida protetiva está prevista na Lei Maria da Penha, que visa proteger mulheres em situação de violência doméstica e familiar. O mecanismo permite que o Poder Judiciário determine providências imediatas para evitar novos episódios de violência, como o afastamento do agressor do lar, a proibição de contato e a suspensão do porte de armas.
O aumento dos pedidos em São Paulo ocorreu num ano em que o estado bateu recorde de feminicídios. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontaram para 270 casos, uma alta de 96,4% em quatro anos. O cenário segue em 2026, com janeiro registrando 27 mortes por feminicídio, cerca de um por dia ou um a cada 27,5 horas, novo recorde no mês.
Em comunicado, o governo afirmou que está ampliando os canais para solicitação de medidas protetivas, visando evitar novos casos de feminicídio. Além de órgãos como Defensoria Pública, Ministério Público e outros do Judiciário, a vítima pode acessar delegacias (físicas ou eletrônicas), além do aplicativo SP Mulher Segura.
Em 2024, o feminicídio (quando uma mulher é morta "em razão do gênero, em contextos de violência doméstica, familiar, ou por menosprezo e discriminação relacionados à condição do sexo feminino) deixou de ser apenas uma qualificadora do homicídio e passou a ser crime autônomo, com penas que variam de 20 a 40 anos de prisão.
A mudança faz parte do chamado Pacote Antifeminicídio, que endureceu punições e promoveu alterações na Lei Maria da Penha, no Código de Processo Penal e na Lei de Execução Penal. Em casos com agravantes, a pena pode chegar a 60 anos de prisão, tornando o feminicídio o crime com a punição mais severa prevista atualmente na legislação brasileira.
Pedidos de medida protetiva crescem 17,5% no estado de SPAumento foi registrado em 2025, ano em que a região bateu recorde de feminicídiosCidades2026-03-05T08:33:55.704ZO Estado de São Paulo registrou um aumento nos pedidos de medida protetiva em 2025. Segundo balanço do governo, foram 118,6 mil solicitações no período, número 17,5% superior ao registrado em 2024. A medida protetiva está prevista na , que visa proteger mulheres em situação de violência doméstica e familiar. O mecanismo permite que o Poder Judiciário determine providências imediatas para evitar novos episódios de violência, como o afastamento do agressor do lar, a proibição de contato e a suspensão do porte de armas. O aumento dos pedidos em São Paulo ocorreu num ano em que o estado bateu recorde de feminicídios. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública apontaram para 270 casos, uma alta de 96,4% em quatro anos. O cenário segue em 2026, com janeiro registrando 27 mortes por feminicídio, cerca de um por dia ou um a cada 27,5 horas, novo recorde no mês. Em comunicado, o governo afirmou que está ampliando os canais para solicitação de medidas protetivas, visando evitar novos casos de feminicídio. Além de órgãos como Defensoria Pública, Ministério Público e outros do Judiciário, a vítima pode acessar delegacias (físicas ou eletrônicas), além do aplicativo SP Mulher Segura. Outro ponto citado pela administração foi o. Desde 2023, 120 homens monitorados foram presos no estado ao violar a medida protetiva e tentar se aproximar das vítimas. Crime autônomo Em 2024, o feminicídio (quando uma mulher é morta "em razão do gênero, em contextos de violência doméstica, familiar, ou por menosprezo e discriminação relacionados à condição do sexo feminino) deixou de ser apenas uma qualificadora do homicídio e passou a ser crime autônomo, com penas que variam de 20 a 40 anos de prisão. A mudança faz parte do chamado Pacote Antifeminicídio, que endureceu punições e promoveu alterações na Lei Maria da Penha, no Código de Processo Penal e na Lei de Execução Penal. Em casos com agravantes, a pena pode chegar a 60 anos de prisão, tornando o feminicídio o crime com a punição mais severa prevista atualmente na legislação brasileira.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/pedidos-de-medida-protetiva-crescem-17-5-no-estado-de-sp
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