VÍDEO: Ataque israelense fere repórter de emissora libanesa
Pelo menos 23 pessoas foram mortas na ofensiva que Israel lançou contra o sul do Líbano no domingo e na segunda (7)
A
André de Sena, com informações da Reuters
Um ataque israelense realizado neste domingo (6) feriu um repórter e um cinegrafista da emissora Al-Manar TV, que é ligada ao Hezbollah, conforme mostram imagens compartilhadas pelo canal.
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O jornalista Ali Chbib estava na cidade de Nabatieh al-Fawqa, no sul do Líbano. Ele se preparava para fazer uma entrada ao vivo quando ocorreu a explosão. Antes que a gravação fosse encerrada, a câmera ainda flagrou fogo e destroços que se espalharam após o impacto. O repórter e o cinegrafista ficaram feridos.
De acordo com o Ministério da Saúde libanês, a ofensiva israelense realizada no sul do país nesse domingo (6) deixou 11 pessoas mortas, incluindo duas mulheres. As Forças de Defesa de Israel alegaram que seus alvos visavam o que descreveram como depósitos de armas do Hezbollah e um centro de comando dentro de um prédio anteriormente usado como hospital. Também afirmaram que foram utilizadas munições de precisão e vigilância aérea para minimizar os danos a civis.
Na segunda-feira (7), os ataques israelenses contra o sul do Líbano tiveram continuidade na cidade de Kfar Rumman, deixando pelo menos 12 pessoas mortas, inclusive duas crianças, segundo o Ministério da Saúde libanês.
Uma mulher que afirmou ter parentesco com pelo menos três das vítimas disse que um dos ataques atingiu um prédio residencial enquanto as crianças se preparavam para ir à escola. No local, repórteres da agência de notícias Reuters viram livros escolares espalhados entre pedaços de concreto e outros destroços.
As Forças de Defesa de Israel também confirmaram a ofensiva dessa segunda-feira (7), mas alegaram que ela tinha como alvo pessoas que estavam transportando armas.
Cessar-fogo fragilizado
Desde junho, está em vigor um cessar-fogo com o objetivo de interromper os confrontos entre o exército israelense e o grupo armado Hezbollah. O acordo resultou na diminuição da violência. Mesmo assim, tropas de Israel continuaram a ocupar vastas áreas do sul do Líbano que fazem parte do que Tel Aviv chama de "zona de segurança".
Apesar da trégua, Israel não deixou de realizar ataques aéreos que, na maioria das vezes, acontecem sem avisos de evacuação. A escalada que ocorreu nos últimos dois dias aumenta os temores de uma nova campanha militar de Israel.
Eleições israelenses
A nova ofensiva ocorre às vésperas das próximas eleições israelenses, marcadas para 27 de outubro. Pesquisas de opinião indicam uma possível derrota da coalizão que une parlamentares de direita e extrema-direita, liderada por Netanyahu. O Likud, partido ao qual o primeiro-ministro pertence, pode perder uma parte significativa de suas cadeiras.
Diante desse cenário, Netanyahu vem tentando unir mais partidos de direita para formar uma aliança antes do prazo final para apresentar as listas de candidatos, que se encerra nesta terça-feira (8).
O principal rival de Netanyahu na disputa pelo cargo de primeiro-ministro é o ex-chefe das Forças Armadas Gadi Eisenkot, fundador e líder do partido de centro Yashar.
VÍDEO: Ataque israelense fere repórter de emissora libanesaPelo menos 23 pessoas foram mortas na ofensiva que Israel lançou contra o sul do Líbano no domingo e na segunda (7)Mundo2026-09-08T17:22:28.416ZUm ataque israelense realizado neste domingo (6) feriu um repórter e um cinegrafista da emissora Al-Manar TV, que é ligada ao Hezbollah, conforme mostram imagens compartilhadas pelo canal. O jornalista Ali Chbib estava na cidade de Nabatieh al-Fawqa, no sul do Líbano. Ele se preparava para fazer uma entrada ao vivo quando ocorreu a explosão. Antes que a gravação fosse encerrada, a câmera ainda flagrou fogo e destroços que se espalharam após o impacto. O repórter e o cinegrafista ficaram feridos. De acordo com o Ministério da Saúde libanês, a ofensiva israelense realizada no sul do país nesse domingo (6) deixou 11 pessoas mortas, incluindo duas mulheres. As Forças de Defesa de Israel alegaram que seus alvos visavam o que descreveram como depósitos de armas do Hezbollah e um centro de comando dentro de um prédio anteriormente usado como hospital. Também afirmaram que foram utilizadas munições de precisão e vigilância aérea para minimizar os danos a civis. Na segunda-feira (7), os ataques israelenses contra o sul do Líbano tiveram continuidade na cidade de Kfar Rumman, deixando pelo menos 12 pessoas mortas, inclusive duas crianças, segundo o Ministério da Saúde libanês. Uma mulher que afirmou ter parentesco com pelo menos três das vítimas disse que um dos ataques atingiu um prédio residencial enquanto as crianças se preparavam para ir à escola. No local, repórteres da agência de notícias Reuters viram livros escolares espalhados entre pedaços de concreto e outros destroços. As Forças de Defesa de Israel também confirmaram a ofensiva dessa segunda-feira (7), mas alegaram que ela tinha como alvo pessoas que estavam transportando armas. Cessar-fogo fragilizado Desde junho, está em vigor um cessar-fogo com o objetivo de interromper os confrontos entre o exército israelense e o grupo armado Hezbollah. O acordo resultou na diminuição da violência. Mesmo assim, tropas de Israel continuaram a ocupar vastas áreas do sul do Líbano que fazem parte do que Tel Aviv chama de "zona de segurança". Apesar da trégua, Israel não deixou de realizar ataques aéreos que, na maioria das vezes, acontecem sem avisos de evacuação. A escalada que ocorreu nos últimos dois dias aumenta os temores de uma nova campanha militar de Israel. Eleições israelenses A nova ofensiva ocorre às vésperas das próximas eleições israelenses, marcadas para 27 de outubro. Pesquisas de opinião indicam uma possível derrota da coalizão que une parlamentares de direita e extrema-direita, liderada por Netanyahu. O Likud, partido ao qual o primeiro-ministro pertence, pode perder uma parte significativa de suas cadeiras. Diante desse cenário, Netanyahu vem tentando unir mais partidos de direita para formar uma aliança antes do prazo final para apresentar as listas de candidatos, que se encerra nesta terça-feira (8). O principal rival de Netanyahu na disputa pelo cargo de primeiro-ministro é o ex-chefe das Forças Armadas Gadi Eisenkot, fundador e líder do partido de centro Yashar. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/video-ataque-israelense-fere-reporter-de-emissora-libanesa