Quase metade dos alunos no Brasil usa IA para estudar
Pesquisa do Pisa 2025 mostra que 48% dos estudantes brasileiros usam inteligência artificial semanalmente para aprender
Caroline Vale
Quase metade dos alunos no Brasil usa IA para estudar. | Reprodução/Freepik
Quase metade dos estudantes brasileiros utiliza chatbots de inteligência artificial (IA) pelo menos uma vez por semana para ajudá-los a aprender, segundo dados do Pisa 2025, divulgado nesta terça-feira (8) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
No Brasil, 48% dos estudantes disseram usar ferramentas de IA semanalmente com esse objetivo. O índice é superior à média dos países e economias da OCDE, de 46%.
A IA também é utilizada pelos alunos brasileiros em outras atividades escolares. Segundo o levantamento, 40% recorrem aos chatbots para fazer pesquisas preliminares sobre um novo tema, ante 31% na média da OCDE.
Já 31% dos estudantes no Brasil afirmaram usar a tecnologia para resumir textos que precisavam ler, enquanto a média da OCDE é de 30%. Para elaborar rascunhos de textos para trabalhos escritos, o índice brasileiro é de 27%, abaixo dos 29% registrados na média da organização.
O levantamento mostra ainda que apenas 11% dos estudantes brasileiros relataram nunca ou quase nunca utilizar chatbots de IA em nenhuma das atividades escolares analisadas pelo Pisa. Na média da OCDE, esse percentual é de 14%.
Enquanto isso, em 2025, 81% dos estudantes frequentavam instituições onde os diretores relataram que o uso de celulares não era permitido nas dependências escolares. Em 2022, esse percentual era de 37%.
Segundo a OCDE, estudantes de escolas que não permitem celulares têm, em média, cerca de 13% menos probabilidade de relatar distração digital. No Brasil, 25% dos alunos disseram que seus colegas frequentemente se distraem com dispositivos digitais durante a maioria ou todas as aulas de Ciências.
O Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) é uma avaliação internacional coordenada pela OCDE que mede a cada três anos conhecimentos e habilidades de estudantes de 15 anos em áreas como Ciências, Matemática e Leitura. Além das provas, o programa coleta informações sobre o contexto escolar, familiar e de aprendizagem dos alunos, permitindo comparar os sistemas educacionais de diferentes países.
O Pisa 2025 avaliou estudantes de 15 anos em 91 países e economias. No Brasil, participaram 30.140 estudantes de 1.053 escolas, representando cerca de 2,185 milhões de jovens de 15 anos.
Os alunos realizaram dois testes de uma hora, cada um dedicado a uma disciplina, além de responderem a um questionário de aproximadamente 35 minutos sobre suas experiências escolares, aprendizagem, atitudes e contexto familiar. Os diretores das escolas também responderam a questionários sobre a administração, a organização e o ambiente de aprendizagem das instituições.
Quase metade dos alunos no Brasil usa IA para estudarPesquisa do Pisa 2025 mostra que 48% dos estudantes brasileiros usam inteligência artificial semanalmente para aprenderBrasil2026-09-08T15:17:56.916ZQuase metade dos estudantes brasileiros utiliza chatbots de inteligência artificial (IA) pelo menos uma vez por semana para ajudá-los a aprender, segundo , divulgado nesta terça-feira (8) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). No Brasil, 48% dos estudantes disseram usar ferramentas de IA semanalmente com esse objetivo. O índice é superior à média dos países e economias da OCDE, de 46%. A IA também é utilizada pelos alunos brasileiros em outras atividades escolares. Segundo o levantamento, 40% recorrem aos chatbots para fazer pesquisas preliminares sobre um novo tema, ante 31% na média da OCDE. Já 31% dos estudantes no Brasil afirmaram usar a tecnologia para resumir textos que precisavam ler, enquanto a média da OCDE é de 30%. Para elaborar rascunhos de textos para trabalhos escritos, o índice brasileiro é de 27%, abaixo dos 29% registrados na média da organização. O levantamento mostra ainda que apenas 11% dos estudantes brasileiros relataram nunca ou quase nunca utilizar chatbots de IA em nenhuma das atividades escolares analisadas pelo Pisa. Na média da OCDE, esse percentual é de 14%. Enquanto isso, em 2025, 81% dos estudantes frequentavam instituições onde os diretores relataram que o uso de celulares não era permitido nas dependências escolares. Em 2022, esse percentual era de 37%. Segundo a OCDE, estudantes de escolas que não permitem celulares têm, em média, cerca de 13% menos probabilidade de relatar distração digital. No Brasil, 25% dos alunos disseram que seus colegas frequentemente se distraem com dispositivos digitais durante a maioria ou todas as aulas de Ciências. O que é o Pisa? O Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) é uma avaliação internacional coordenada pela OCDE que mede a cada três anos conhecimentos e habilidades de estudantes de 15 anos em áreas como Ciências, Matemática e Leitura. Além das provas, o programa coleta informações sobre o contexto escolar, familiar e de aprendizagem dos alunos, permitindo comparar os sistemas educacionais de diferentes países. O Pisa 2025 avaliou estudantes de 15 anos em 91 países e economias. No Brasil, participaram 30.140 estudantes de 1.053 escolas, representando cerca de 2,185 milhões de jovens de 15 anos. Os alunos realizaram dois testes de uma hora, cada um dedicado a uma disciplina, além de responderem a um questionário de aproximadamente 35 minutos sobre suas experiências escolares, aprendizagem, atitudes e contexto familiar. Os diretores das escolas também responderam a questionários sobre a administração, a organização e o ambiente de aprendizagem das instituições. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/quase-metade-dos-alunos-no-brasil-usa-ia-para-estudar
Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, presidente do colegiado, acompanharam o ministro André Mendonça, autor da decisão que afastou diretor-geral da Polícia Federal