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As alíquotas variam entre 15%, 25% e 50% e incidem sobre 700 mercadorias exportadas pelos Estados Unidos. Entre os artigos taxados estão objetos de aço e alumínio, eletrodomésticos, laticínios, celulose, produtos eletrônicos, peixe e frutos do mar.
Juntos, os produtos norte-americanos alvos das tarifas somam quase US$ 20 bilhões. De acordo com o governo de Ottawa, as taxas se equivalem às alíquotas correspondentes cobradas pelos Estados Unidos contra os produtos fabricados no Canadá.
O conflito comercial entre os dois países teve início em fevereiro de 2025, menos de um mês após Donald Trump tomar posse em seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos, quando Washington anunciou as primeiras tarifas contra o Canadá. Desde então, diversas tentativas de negociação falharam. A última delas ocorreu em agosto, Na sequência, o governo canadense decidiu partir para a retaliação.
A decisão do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, de retaliar as taxas impostas por Trump tem amplo apoio da população canadense. Mesmo assim, há um temor de que a guerra comercial se intensifique ainda mais. "O que nos preocupa é uma espiral de escalada", disse Michael Harvey, diretor-executivo da Aliança Canadense de Comércio Agroalimentar e membro do comitê consultivo de Carney sobre relações econômicas bilaterais com os EUA.
Acordo de livre comércio
As tarifas anunciadas até aqui não interferem em mercadorias incluídas no acordo de livre comércio EUA-México-Canadá (USMCA). Mesmo assim, existe o temor de que em um futuro próximo ele seja abandonado pelos Estados Unidos. Recentemente, Washington exerceu a opção de não manter o tratado na sua forma atual, acionando o mecanismo que prevê revisões anuais para que suas regras continuem a ser aplicadas.
Segundo dados dos governos canadense e norte-americano, quase 68% das mercadorias exportadas por Ottawa em 2026 tiveram como destino os Estados Unidos, sendo que aproximadamente 80% delas ficaram isentas de impostos graças ao acordo de livre comércio.
Norte-americanos desaprovam medida de Trump
Pesquisa Reuters/Ipsos publicada em 1° de setembro mostra que apenas 20% dos norte-americanos aprovam as tarifas de Trump, 57% se opõem à medida e 23% não souberam responder.
Depois que a última tentativa de negociação falhou, Trump assinou um decreto para mudar o nome do Lago Ontário, que fica na fronteira entre os dois países. Para o governo norte-americano, ele passou a se chamar Lago América. Segundo a mesma pesquisa Reuters/Ipsos, somente 14% dos norte-americanos são a favor da medida, 63% se posicionaram contra e 22% não souberam responder.
Taxas retaliatórias do Canadá contra os EUA começam a valerOttawa recorreu à medida, que afeta US$ 20 bilhões em mercadorias, após fracasso nas negociações entre os dois paísesMundo2026-09-08T14:26:17.834ZAs tarifas impostas pelo Canadá sobre produtos importados dos Estados Unidos entraram em vigor nesta terça-feira (8). de mercadorias exportadas por Ottawa no final de agosto. As alíquotas variam entre 15%, 25% e 50% e incidem sobre 700 mercadorias exportadas pelos Estados Unidos. Entre os artigos taxados estão objetos de aço e alumínio, eletrodomésticos, laticínios, celulose, produtos eletrônicos, peixe e frutos do mar. Juntos, os produtos norte-americanos alvos das tarifas somam quase US$ 20 bilhões. De acordo com o governo de Ottawa, as taxas se equivalem às alíquotas correspondentes cobradas pelos Estados Unidos contra os produtos fabricados no Canadá. O conflito comercial entre os dois países teve início em fevereiro de 2025, menos de um mês após Donald Trump tomar posse em seu segundo mandato como presidente dos Estados Unidos, quando Washington anunciou as primeiras tarifas contra o Canadá. Desde então, diversas tentativas de negociação falharam. A última delas ocorreu em agosto, Na sequência, o governo canadense decidiu partir para a retaliação. A decisão do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, de retaliar as taxas impostas por Trump tem amplo apoio da população canadense. Mesmo assim, há um temor de que a guerra comercial se intensifique ainda mais. "O que nos preocupa é uma espiral de escalada", disse Michael Harvey, diretor-executivo da Aliança Canadense de Comércio Agroalimentar e membro do comitê consultivo de Carney sobre relações econômicas bilaterais com os EUA. Acordo de livre comércio As tarifas anunciadas até aqui não interferem em mercadorias incluídas no acordo de livre comércio EUA-México-Canadá (USMCA). Mesmo assim, existe o temor de que em um futuro próximo ele seja abandonado pelos Estados Unidos. Recentemente, Washington exerceu a opção de não manter o tratado na sua forma atual, acionando o mecanismo que prevê revisões anuais para que suas regras continuem a ser aplicadas. Segundo dados dos governos canadense e norte-americano, quase 68% das mercadorias exportadas por Ottawa em 2026 tiveram como destino os Estados Unidos, sendo que aproximadamente 80% delas ficaram isentas de impostos graças ao acordo de livre comércio. Norte-americanos desaprovam medida de Trump Pesquisa Reuters/Ipsos publicada em 1° de setembro mostra que apenas 20% dos norte-americanos aprovam as tarifas de Trump, 57% se opõem à medida e 23% não souberam responder. Depois que a última tentativa de negociação falhou, Trump assinou um decreto para mudar o nome do Lago Ontário, que fica na fronteira entre os dois países. Segundo a mesma pesquisa Reuters/Ipsos, somente 14% dos norte-americanos são a favor da medida, 63% se posicionaram contra e 22% não souberam responder. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/taxas-retaliatorias-do-canada-contra-os-eua-comecam-a-valer
Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, presidente do colegiado, acompanharam o ministro André Mendonça, autor da decisão que afastou diretor-geral da Polícia Federal