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Ofensiva de Israel deixa ao menos 18 mortos no Líbano

Ministério da Saúde libanês informa que os ataques também deixaram 33 feridos e dificultaram os trabalhos de resgate

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Reuters
19/06/2026, 09:33 • Atualizado em 19/06/2026, 09:33
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Ataque de Israel ao Líbano | Reprodução Reuters

Ataque de Israel ao Líbano | Reprodução Reuters

Ataques israelenses no sul do Líbano mataram pelo menos 18 pessoas nesta sexta-feira (19), informou o Ministério da Saúde libanês. O exército de Israel afirmou que quatro soldados morreram em um dos episódios mais letais desde o início da mais recente escalada de violência.

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O Ministério da Saúde do Líbano informou que os intensos ataques aéreos desde a meia-noite dificultaram os trabalhos de resgate e evacuação. O balanço preliminar é de 18 mortos e 33 feridos, mas o número pode aumentar.

Moradores e veículos de imprensa locais relataram que ataques aéreos e bombardeios atingiram diversas cidades do distrito de Nabatieh durante a noite e a madrugada. Sinalizadores e projéteis também foram vistos na região durante a noite, informou a agência de notícias estatal libanesa NNA, que classificou a ofensiva como uma das mais intensas das últimas semanas.

Israel afirmou que os ataques tiveram como alvo agentes e infraestrutura do Hezbollah em várias áreas do sul do Líbano. Segundo o governo israelense, a ação foi uma resposta a repetidas violações do cessar-fogo pelo grupo apoiado pelo Irã.

O Hezbollah afirmou que seus combatentes emboscaram uma força israelense que avançava perto da colina Ali al-Taher, no sul do Líbano. Segundo o grupo, três tanques Merkava foram destruídos com mísseis guiados e tropas israelenses foram atacadas com foguetes e artilharia. O Hezbollah disse que os confrontos continuavam.

A escalada ocorreu um dia após Israel divulgar um mapa com uma zona de controle militar ampliada no sul do Líbano e afirmar que não descarta realizar ataques além dessa área. A medida levantou dúvidas sobre o acordo mediado pelos Estados Unidos, firmado na quarta-feira (17), para encerrar a guerra entre EUA e Israel contra o Irã.

O acordo prevê o fim das hostilidades em todas as frentes, incluindo o Líbano, além do respeito à integridade territorial e à soberania libanesa.

Um alto funcionário israelense afirmou que Israel mantém "negociações teimosas" com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a permanência de tropas em uma faixa de até 10 quilômetros dentro do sul do Líbano durante as operações contra o Hezbollah.

Israel rejeitou os apelos para retirar suas forças do sul do Líbano, enquanto o Hezbollah continuou os ataques contra posições israelenses, incluindo o uso de drones explosivos que mataram e feriram soldados nesta semana.

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