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Peritos pedem que caso de Andrei vá para o plenário do STF

Associação considera medida de excepcional gravidade e defende que decisão de André Mendonça seja analisada pelo colegiado da Corte

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Caroline Vale
O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues | Jose Cruz/Agência Brasil

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues | Jose Cruz/Agência Brasil

A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) divulgou, nesta terça-feira (8), uma nota pública sobre o afastamento cautelar de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF), determinado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A entidade classificou a medida como de “excepcional gravidade” e defendeu que a decisão seja submetida ao plenário da Corte.

Segundo a APCF, o afastamento do comando máximo da Polícia Federal deve estar baseado em “indícios concretos e verificáveis” e observar o devido contraditório. A associação afirmou que a análise pelo colegiado do STF é importante para dar legitimidade aos atos relacionados ao caso, devido à repercussão sobre a governança da segurança pública e o equilíbrio entre os Poderes.

"Diante da excepcional gravidade institucional da medida, que afeta a Direção-Geral da PF, a APCF entende recomendável que a matéria seja submetida, com a mesma urgência com que foi tomada, à apreciação do Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF)", diz o texto.
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Além de Andrei Rodrigues, Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da corporação, também foi afastado.

Na decisão, Mendonça determinou o afastamento cautelar de Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da PF. O ministro apontou indícios de que os dois dirigentes tiveram participação ou conhecimento sobre a elaboração de relatórios de inteligência envolvendo autoridades.

Mendonça afirmou ainda ter sido monitorado pela Polícia Federal por mais de 30 dias e classificou o acompanhamento como ilegal. Além dos afastamentos, ele proibiu a produção, preparação ou compartilhamento de novos relatórios de inteligência. A decisão também determinou que a Corregedoria da PF instaure investigações criminal e administrativa para apurar as circunstâncias da elaboração dos documentos.

Na nota, a APCF afirmou que continuará acompanhando os desdobramentos e defendeu que as apurações observem as garantias do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. A entidade também declarou atuar em defesa de uma Polícia Federal “forte, técnica e independente”.

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