Trump tem "arsenal" à disposição para voltar a sobretaxar o Brasil
Tarifas para calçados, café e alimentos caíram a zero, mas aço, alumínio e móveis continuam com 50%


Raquel Landim
O presidente Donald Trump sofreu um revés com a derrubada do "tarifaço" pela Suprema Corte americana, mas possui um "arsenal" à sua disposição para voltar a sobretaxar os parceiros comerciais, inclusive o Brasil.
Com a queda do "tarifaço", acabaram as sobretaxas de 40% para produtos brasileiros como calçados, café e alimentos, mas aço, alumínio, cobre, madeira e móveis seguem pagando 50%.
Isso acontece porque esses itens foram incluídos na chamada seção 232, que permite ao governo americano sobretaxar produtos com base em preocupação com a "segurança nacional".
No "arsenal" de comércio americano, constam ainda tarifas extras com base numa balança de comércio desfavorável (o que não é o caso do Brasil) ou na chamada seção 301, que pune práticas ilegais de comércio.
Uma investigação com base na seção 301 já está em curso contra o Brasil e significa uma "varredura" na política comercial do país. Esse instrumento já foi utilizado contra a China.
Autoridades americanas disseram nas últimas semanas publicamente que, se a Suprema Corte derrubasse o "tarifaço", utilizariam outros mecanismos para restabelecer a proteção.








