Primeira escola pública de games do Brasil, GameCraft transforma vida de jovens no RJ
Projeto da FERJEE já impactou mais de 430 famílias e amplia atuação para novos municípios do estado

Vinícius Gobira
O avanço do mercado de games e tecnologia tem ampliado oportunidades profissionais no Brasil e no mundo. No interior do Rio de Janeiro, uma iniciativa voltada à formação gratuita nessa área busca aproximar jovens da rede pública desse cenário.
Criado pela Federação do Estado do Rio de Janeiro de Esportes Eletrônicos (FERJEE), o GameCraft é apresentado como a primeira escola pública e gratuita de games do país. O projeto oferece capacitação em jogos eletrônicos, desenvolvimento de games e noções de inglês, com foco em inclusão digital e qualificação profissional.
De acordo com a organização, em três anos de funcionamento o programa impactou diretamente mais de 430 famílias.
Público atendido e cursos oferecidos
O GameCraft atende jovens de 12 a 29 anos, especialmente estudantes da rede pública e pessoas em situação de vulnerabilidade social. As aulas incluem conteúdos voltados ao desenvolvimento de jogos e competências digitais, além de habilidades como raciocínio lógico e trabalho em equipe.
Nos últimos meses, o projeto passou a oferecer também turmas de Informática Básica e Terceira Idade Digital, ampliando o atendimento para adultos e idosos interessados em inclusão tecnológica.
Unidades em funcionamento e expansão
A primeira unidade foi inaugurada em Japeri, município da Baixada Fluminense. Atualmente, o programa conta com duas unidades em funcionamento, em Japeri e em Paraíba do Sul.
Segundo a FERJEE, novas escolas estão em fase de implantação nas cidades de Paracambi, Nova Iguaçu, Duque de Caxias e Valença.

Apoio institucional
O projeto conta com apoio de instituições públicas e privadas, entre elas empresas do setor de energia e organizações ligadas ao esporte e à tecnologia, além de órgãos estaduais e federais.
A proposta, segundo os organizadores, é ampliar o acesso à formação em tecnologia em regiões com menor oferta de cursos especializados, utilizando os games como ferramenta educacional.









