Economia

Durigan: fintechs ligadas a facções movimentaram R$ 26 bi

Ministro da Fazenda comentou nova fase da Operação Carbono Oculto, que identificou 6 instituições financeiras ligadas ao crime organizado

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SBT News
28/05/2026, 14:00 • Atualizado em 28/05/2026, 14:03
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan | Divulgação/Paulo Pinto/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan | Divulgação/Paulo Pinto/Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quinta-feira (28) que a Receita Federal identificou que seis fintechs suspeitas de terem ligação com o crime organizado movimentaram R$ 26 bilhões nos últimos anos.

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A revelação foi feita na nova fase da Operação Carbono, batizada de Fluxo Oculto, deflagrada mais cedo pelo Ministério Público de São Paulo e pela Receita.

"Outras seis fintechs foram identificadas dentro de um conjunto de operações de organizações criminosas, cujo início é a adulteração de combustíveis, sonegação fiscal na importação de nafta [derivado de petróleo], e que levou a identificação da movimentação de algo como R$ 1 bilhão em espécie para algumas dessas fintechs, uma movimentação total de R$ 26 bilhões em 6 fintechs no últimos anos", disse Durigan a jornalistas.

O chefe da equipe econômica do governo disse ainda que a operação teve como objetivo a asfixia financeira das organizações criminosas, que é o foco da campanha do Planalto no combate às facções.

"A gente espera avançar no combate ao crime organizado de maneira inteligente que é fazendo a asfixia financeira e identificando questões que abastecem de fato a engrenagem dessas organizações criminosas", afirmou.

Carbono Oculto

A Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025, revelou um dos maiores e mais sofisticados esquemas de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e fraude do país. O foco central foi a infiltração da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) na economia formal, utilizando o setor de combustíveis e o mercado financeiro da Nova Faria Lima para movimentar bilhões de reais de origem ilícita.

Os principais articuladores do esquema seguem foragidos: Mohamad Hussein Mourad, o "Primo", e Roberto Augusto Leme da Silva, o "Beto Louco". Ambos tentaram acordos de colaboração premiada, que foram rejeitados pela Procuradoria-Geral da República e pelo Ministério Público de São Paulo. No entanto, os empresários conseguiram avançar em um acordo de delação com o Ministério Público da Bahia.

Nesta quarta (28), o MPSP e a Receita Federal cumprem 55 mandados de busca e apreensão. A ação conta com o apoio de promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.

As seis fintechs identificadas na operação atuavam como bancos paralelos da organização criminosa. Esse núcleo financeiro era utilizado por distribuidoras e postos de combustíveis para diversos tipos de pagamentos. Um dos alvos fica na região da Avenida Nova Faria Lima — um dos principais centros financeiros do país, em São Paulo.

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