Victoria Abel
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Coluna da Victoria

Especialista em jornalismo econômico, Victoria Abel cobre política e economia em Brasília. Já integrou redações de peso como Estadão, CBN, Metrópoles, O Globo e Jovem Pan, com foco em grandes reportagens de impacto nacional.

Polícia

PF investiga R$ 14 milhões enviados de fundo da Refit a empresa de família de Ciro Nogueira

Senador confirma pagamentos, mas diz que se refere à venda de terrenos

Imagem da noticia PF investiga R$ 14 milhões enviados de fundo da Refit a empresa de família de Ciro Nogueira
Ciro Nogueira (Fátima Meira/Futura Press/Estadão Conteúdo)
Victoria Abel

A Polícia Federal investiga a transferência de R$ 14,2 milhões da Refit para o senador Ciro Nogueira (PP-PI).

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A Refit, empresa de combustíveis, está na mira da PF há alguns meses, suspeita de fazer parte de um esquema de sonegação fiscal e corrupção.

Investigadores identificaram repasse de R$ 14,2 milhões do conglomerado de Ricardo Magro para uma empresa da família do parlamentar, a Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis.

O caso foi revelado pelo Estadão e confirmado pelo SBT News.

Em nota, o senador disse lamentar as “recorrentes tentativas de associá-lo a escândalos” e que todas serão “frustradas, uma vez que não praticou nenhum ato irregular ou ilegal.” Ele também informou que o dinheiro repassado se refere à venda de um terreno e que, na época da negociação, sua participação societária era menor do que 1%, tendo saído depois.

Ricardo Magro foi alvo de pedido de prisão na semana passada, durante operação da PF.

Ele está foragido e passou a integrar a lista da difusão vermelha da Interpol. Segundo a PF, a refinaria é suspeita de "utilizar estrutura societária e financeira para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior".

Além de ser a maior devedora contumaz de impostos do país, a Refit também aparece nas investigações da Carbono Oculto, operação que apura lavagem de dinheiro do PCC em fundos de investimentos do país.

Na investigação envolvendo a Refit, a Polícia Federal examinou a contabilidade de diversos fundos e empresas associados ao conglomerado de Ricardo Magro.

Entre elas está a Athena, proprietária de imóveis suspeitos de serem utilizados pelo grupo Refit. A transferência de R$ 14,2 milhões foi da Athena e para a Ciro Nogueira Agropecuária e Imóveis.

Em nota, o senador disse que “empresa que adquiriu o terreno buscava uma área superior a 40 hectares com o propósito de construir uma distribuidora de combustíveis.”

Ainda segundo a nota, o valor mencionado se refere à venda dessa área, “situada em local altamente valorizado em Teresina, cuja venda foi regular e totalmente declarada junto aos órgãos competentes em valores condizentes com o mercado”.

O senador também afirmou que “a empresa da família do senador atua justamente no segmento imobiliário, na compra, venda e aluguel de imóveis”.

A empresa da família tem mais de 50 anos e foi fundada pelo pai do senador, o ex-deputado federal Ciro Nogueira Lima.

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