Operação mira grupo suspeito de pirâmide financeira e golpes
Investigações apontam que grupo operava um esquema típico de pirâmide financeira, utilizando o pagamento de falsos rendimentos
Pedro Canguçu
09/07/2026, 12:01 • Atualizado em 09/07/2026, 12:01
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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por intermédio da Divisão de Análise de Crimes Virtuais da Coordenação de Repressão às Fraudes (DCV/CORF), deflagrou a Operação Quéops para cumprir três mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão contra integrantes de uma organização criminosa investigada por pirâmide financeira, estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
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As ordens judiciais foram cumpridas em Santa Maria (RS), onde estariam os apontados como líderes do esquema, e em Manaus (AM), onde foi preso um suspeito responsável pela movimentação financeira da organização. Na capital amazonense, também foram realizadas buscas e apreensões. Segundo a PCDF, a ação exigiu planejamento operacional específico por ocorrer em uma área com atuação da facção criminosa Comando Vermelho (CV).
A investigação começou após uma vítima do Distrito Federal denunciar prejuízos causados por investimentos feitos em uma plataforma que se apresentava como uma empresa internacional de alta rentabilidade. De acordo com a polícia, os criminosos utilizavam técnicas de engenharia social para convencer as vítimas a instalar programas de acesso remoto nos computadores, operar plataformas falsas de investimentos e realizar sucessivos depósitos com a promessa de lucros elevados.
Quando os investidores tentavam resgatar o dinheiro, eram induzidos a fazer novos aportes. Em seguida, tinham o acesso às plataformas bloqueado e perdiam completamente o contato com os supostos consultores financeiros.
As investigações apontam que o grupo operava um esquema típico de pirâmide financeira, utilizando o pagamento de falsos rendimentos para transmitir credibilidade e atrair novos investidores. Paralelamente, os valores arrecadados eram pulverizados por meio de contas de passagem, empresas de fachada e operações com criptoativos para dificultar o rastreamento dos recursos.
Ainda segundo a PCDF, um dos investigados movimentou milhões de reais em diferentes instituições financeiras, apesar de declarar renda modesta e ter recebido Auxílio Emergencial durante a pandemia. Os investigadores também identificaram uma empresa com capital social declarado de apenas R$ 1 mil, mas que movimentou milhões de reais, levantando suspeitas de fraude bancária e lavagem de dinheiro.
A polícia afirma que os elementos reunidos revelam uma estrutura criminosa organizada, com divisão de funções entre os integrantes, responsáveis pela captação de vítimas, administração das plataformas fraudulentas, movimentação financeira e ocultação dos recursos ilícitos. Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de estelionato eletrônico, associação criminosa, lavagem de dinheiro e outros delitos que possam ser identificados ao longo das investigações.
Operação mira grupo suspeito de pirâmide financeira e golpesInvestigações apontam que grupo operava um esquema típico de pirâmide financeira, utilizando o pagamento de falsos rendimentos Cidades2026-07-09T12:01:08.973ZA Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por intermédio da Divisão de Análise de Crimes Virtuais da Coordenação de Repressão às Fraudes (DCV/CORF), deflagrou a Operação Quéops para cumprir três mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão contra integrantes de uma organização criminosa investigada por pirâmide financeira, estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro. + As ordens judiciais foram cumpridas em Santa Maria (RS), onde estariam os apontados como líderes do esquema, e em Manaus (AM), onde foi preso um suspeito responsável pela movimentação financeira da organização. Na capital amazonense, também foram realizadas buscas e apreensões. Segundo a PCDF, a ação exigiu planejamento operacional específico por ocorrer em uma área com atuação da facção criminosa Comando Vermelho (CV). A investigação começou após uma vítima do Distrito Federal denunciar prejuízos causados por investimentos feitos em uma plataforma que se apresentava como uma empresa internacional de alta rentabilidade. De acordo com a polícia, os criminosos utilizavam técnicas de engenharia social para convencer as vítimas a instalar programas de acesso remoto nos computadores, operar plataformas falsas de investimentos e realizar sucessivos depósitos com a promessa de lucros elevados. + Quando os investidores tentavam resgatar o dinheiro, eram induzidos a fazer novos aportes. Em seguida, tinham o acesso às plataformas bloqueado e perdiam completamente o contato com os supostos consultores financeiros. As investigações apontam que o grupo operava um esquema típico de pirâmide financeira, utilizando o pagamento de falsos rendimentos para transmitir credibilidade e atrair novos investidores. Paralelamente, os valores arrecadados eram pulverizados por meio de contas de passagem, empresas de fachada e operações com criptoativos para dificultar o rastreamento dos recursos. Ainda segundo a PCDF, um dos investigados movimentou milhões de reais em diferentes instituições financeiras, apesar de declarar renda modesta e ter recebido Auxílio Emergencial durante a pandemia. Os investigadores também identificaram uma empresa com capital social declarado de apenas R$ 1 mil, mas que movimentou milhões de reais, levantando suspeitas de fraude bancária e lavagem de dinheiro. + A polícia afirma que os elementos reunidos revelam uma estrutura criminosa organizada, com divisão de funções entre os integrantes, responsáveis pela captação de vítimas, administração das plataformas fraudulentas, movimentação financeira e ocultação dos recursos ilícitos. Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de estelionato eletrônico, associação criminosa, lavagem de dinheiro e outros delitos que possam ser identificados ao longo das investigações.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/policia/operacao-mira-grupo-suspeito-de-piramide-financeira-e-golpes