Presidente do Instituto Rio Metrópole é preso por corrupção
Davi Perini Vermelho, o "Didê", é acusado de liderar organização criminosa que desviou R$ 86 milhões em contratos da autarquia estadual
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Emanuelle Menezes, com SBT Rio
09/07/2026, 11:30 • Atualizado em 09/07/2026, 12:13
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Operação Ouroboros foi deflagrada nesta quinta-feira (9) | Reprodução
O presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM), Davi Perini Vermelho, conhecido como "Didê", foi preso nesta quinta-feira (9) durante uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos na autarquia estadual. Segundo o órgão, a organização criminosa teria movimentado mais de R$ 86 milhões por meio de contratos firmados entre julho de 2022 e maio de 2026.
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A ação, batizada de Operação Ouroboros, cumpre seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão na capital fluminense, em São Gonçalo e em Teresópolis. Ao todo, 11 pessoas foram denunciadas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitações e contratos e lavagem de dinheiro.
De acordo com a denúncia apresentada à Justiça, Didê – ex-presidente da Câmara Municipal de São João de Meriti e atual presidente do IRM – comandava o núcleo de agentes públicos investigados. O Ministério Público afirma que ele autorizava contratações, assinava contratos e controlava pagamentos realizados pela autarquia.
Segundo as investigações, empresas contratadas pelo Instituto Rio Metrópole repassavam parte dos recursos recebidos ao Brazilian Institute of Organics (Instituto BIO), apontado pelo MPRJ como uma entidade sem estrutura operacional compatível com os serviços contratados. A partir daí, o dinheiro era sacado em espécie.
Além de Didê, também foram presos:
Franquis Dias Nepomuceno, diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado do IRM e delegado da Polícia Civil;
Marcelo Lopes da Silva, procurador do Estado que atuava no instituto;
Caroline Soares Barros, ex-fiscal de contratos e presidente do Instituto BIO;
Amanda Íthala Santos da Paschoa, responsável pela fiscalização de contratos.
Até a última atualização desta reportagem, Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do IRM e pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL-RJ), era considerado foragido.
Os outros cinco denunciados responderão ao processo com medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento periódico à Justiça e proibição de deixar o país.
Polícia Civil abre processo disciplinar
Em nota, a Polícia Civil informou que a Corregedoria instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a prisão do delegado Franquis Dias Nepomuceno, que estava cedido há cerca de três anos ao IRM.
A corporação afirmou ainda que acompanha o caso e "não compactua com qualquer desvio de conduta de seus integrantes", destacando que colabora com os órgãos de investigação e adotará as medidas cabíveis.
Presidente do Instituto Rio Metrópole é preso por corrupçãoDavi Perini Vermelho, o "Didê", é acusado de liderar organização criminosa que desviou R$ 86 milhões em contratos da autarquia estadualBrasil2026-07-09T11:30:07.765ZO presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM), Davi Perini Vermelho, conhecido como "Didê", foi preso nesta quinta-feira (9) durante uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) que investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos na autarquia estadual. Segundo o órgão, a organização criminosa teria movimentado mais de R$ 86 milhões por meio de contratos firmados entre julho de 2022 e maio de 2026. A ação, batizada de Operação Ouroboros, cumpre seis mandados de prisão e nove de busca e apreensão na capital fluminense, em São Gonçalo e em Teresópolis. Ao todo, 11 pessoas foram denunciadas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitações e contratos e lavagem de dinheiro. De acordo com a denúncia apresentada à Justiça, Didê – ex-presidente da Câmara Municipal de São João de Meriti e atual presidente do IRM – comandava o núcleo de agentes públicos investigados. O Ministério Público afirma que ele autorizava contratações, assinava contratos e controlava pagamentos realizados pela autarquia. Segundo as investigações, empresas contratadas pelo Instituto Rio Metrópole repassavam parte dos recursos recebidos ao Brazilian Institute of Organics (Instituto BIO), apontado pelo MPRJ como uma entidade sem estrutura operacional compatível com os serviços contratados. A partir daí, o dinheiro era sacado em espécie. Além de Didê, também foram presos: Até a última atualização desta reportagem, Maurício Silva Knoploch dos Santos, diretor de Planejamento e Projetos do IRM e pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL-RJ), era considerado foragido. Os outros cinco denunciados responderão ao processo com medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, comparecimento periódico à Justiça e proibição de deixar o país. Polícia Civil abre processo disciplinar Em nota, a Polícia Civil informou que a Corregedoria instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a prisão do delegado Franquis Dias Nepomuceno, que estava cedido há cerca de três anos ao IRM. A corporação afirmou ainda que acompanha o caso e "não compactua com qualquer desvio de conduta de seus integrantes", destacando que colabora com os órgãos de investigação e adotará as medidas cabíveis.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/presidente-do-instituto-rio-metropole-e-preso-por-corrupcao