Política

Presidente da Abimaq diz que viagem de Lula aos EUA continua importante mesmo após suspensão das tarifas

José Velloso afirmou que Trump ainda pode recorrer ao Congresso para restabelecer o tarifaço e que, por isso, as negociações seguem essenciais

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O presidente-executivo da Abimaq, José Velloso | Reprodução/SBT News

O presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, afirmou que a viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aos Estados Unidos, prevista para março, continua sendo estratégica mesmo após a suspensão das tarifas.

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“[...] lógico, a situação mudou muito com a queda [das tarifas] na Suprema Corte e a necessidade que o Trump vai ter agora de negociar, mas entendemos que o Brasil ainda precisa, para tirar esse problema da nossa cabeça definitivamente, de um bom acordo em março”, disse em entrevista ao programa Central de Notícias, do SBT News, nesta sexta-feira (20).

Ao suspender a medida, a maioria dos ministros da Suprema Corte dos Estados Unidos argumentou que Trump precisaria de uma autorização explícita do Congresso para dar respaldo jurídico à imposição das tarifas.

Nesse cenário, Velloso avaliou que a decisão não põe fim ao impasse comercial, já que o presidente norte-americano “vai buscar alguma outra legislação, alguma outra coisa” e ainda pode tentar obter aval explícito do Legislativo para restabelecer o tarifaço. Por isso, segundo ele, “a negociação continua sendo necessária”.

O presidente da Abimaq também avaliou que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) tem condições de conduzir as tratativas.

“O vice-presidente Alckmin [está] totalmente preparado. Tem toda a argumentação. Ele conversou várias vezes com todos os setores. Ele sabe as dores desses setores que ainda estão sob o tarifaço e tem total condição de negociar da melhor forma possível”, afirmou.

Velloso lembrou ainda por que alguns produtos brasileiros receberam exceções nas tarifas anteriores. Segundo ele, o governo norte-americano poupou itens ligados ao custo de vida das famílias norte-americanas, que impactam diretamente a inflação, como alimentos.

Já máquinas e equipamentos, relacionados ao setor que ele representa, ficaram de fora dessas exceções porque não integram o índice inflacionário e competem diretamente com a produção local dos Estados Unidos.

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