Economia

Efeito imediato é favorável, diz Haddad sobre suspensão das tarifas de Trump

Na Índia, o ministro da Fazenda comentou brevemente a decisão da Suprema Corte dos EUA sobre a política tarifária do presidente Donald Trump

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Ministro da Fazenda, Fernando Haddad | Divulgação/Diogo Zacarias/MF

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta sexta-feira (20) que a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que suspendeu a validade das tarifas do presidente Donald Trump terá efeito favorável aos países afetados, entre eles o Brasil.

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"O efeito imediato é evidentemente favorável aos países", afirmou em breve conversa com jornalistas na Índia, onde participa de missão oficial com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo Haddad, o Brasil, em todos os momentos, se comportou diplomaticamente da maneira mais correta.

"Acreditou no diálogo, na disputa pelos canais competentes tanto na Organização Mundial do Comércio (OMC) quanto no Judiciário americano, estabelecendo uma conversa direta para falar de temas relevantes", disse o ministro. "O Brasil, do ponto de vista de sua relação bilateral, agiu de forma impecável."

Apesar disso, a EXAME apurou que autoridades brasileiras envolvidas nas negociações ainda estão monitorando se a decisão da Suprema Corte terá efeito imediato.

Não está claro, apontam essas fontes, se o efeito seria imediato sobre as tarifas que ainda estão em vigor contra o Brasil.

A decisão do Supremo americano determinou que as tarifas de importação aplicadas a dezenas de países, incluindo o Brasil, são irregulares e que o presidente Donald Trump excedeu sua autoridade ao implementá-las.

Brasil foi tarifado em até 50%

Trump começou a impor tarifas em janeiro, logo após retornar à Casa Branca. Ele taxou inicialmente México, Canadá e China. Em abril, foram anunciadas tarifas para quase todos os países do mundo, com um mínimo de 10%. Houve também taxas por produtos, como aço e alumínio.

Em julho, foram anunciadas novas taxas ao Brasil, que teve o percentual básico elevado para 50%. O objetivo era pressionar o país a cancelar o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe de Estado.

A taxa, de 50%, foi aplicada inicialmente a todos os itens, mas logo foram surgindo exceções, que deixaram de fora itens importantes, como aeronaves e suas peças.

Entre julho e setembro, houve semanas difíceis, em que o governo brasileiro encontrou portas fechadas ao procurar autoridades americanas, e a situação parecia sem solução.

No entanto, o impasse foi desfeito a partir de setembro. Após uma série de conversas de bastidores, envolvendo tanto autoridades quanto empresários e entidades setoriais, o presidente Trump se reuniu com o presidente Lula nos bastidores da Assembleia-Geral da ONU.

Depois disso, vieram outras conversas entre os dois presidentes e uma série de alívios ao tarifaço, como a retirada de mais produtos da lista e uma sinalização de normalização das relações.

Segundo cálculo da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos (Amcham) feito após a última redução de tarifas, 62,9% dos produtos brasileiros exportados aos EUA ainda são alvo de alguma tarifa extra, seja de 10%, 40% ou 50%.

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