Mendonça libera acesso de dados fiscais e bancários de Vorcaro para CPMI do INSS
Material sobre banqueiro está guardado na Presidência do Senado, por ordem de Toffoli
Cézar Feitoza, Basília Rodrigues
20/02/2026, 16:07 • Atualizado em 20/02/2026, 16:25
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O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu nesta sexta-feira (20) liberar o acesso dos dados fiscais, bancários e telemáticos para a CPMI do INSS.
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O material estava sob a guarda da Presidência do Congresso Nacional por decisão do ministro Dias Toffoli, antigo relator da investigação do Banco Master.
Mendonça determinou que os dados devem ser enviados à Polícia Federal, que irá manter a custódia do material e, em seguida, deve enviar o material para a CPMI do INSS.
"Determino que o tratamento das informações observe rigorosamente as garantias fundamentais, inclusive quanto à preservação da intimidade e à cadeia de custódia da prova, bem como as diretrizes contidas na decisão contida no e.Doc. 403 da PET 15.198 em relação à compartimentação das informações", disse.
O ministro argumenta que as limitações ao exercício dos trabalhos das comissões parlamentares de inquérito devem "encontrar fundamento constitucional expresso, sob pena de esvaziamento das competências investigativas conferidas à minoria do Parlamento".
"Aplicando tais premissas ao caso sob exame, com a devida vênia das compreensões em sentido diverso, entendo que a manutenção dos elementos probatórios sob a guarda de autoridade não integrante do colegiado investigativo configura restrição à autonomia funcional da Comissão."
Para Mendonça, não cabe à Presidência do Congresso fazer a guarda de material investigativo. Ele argumenta que a preservação das quebras de sigilo é competência da Polícia Federal e do órgão que determinou a medida.
"A concentração da custódia dos dados obtidos em apenas duas instâncias investigativas é medida capaz de conferir maior organicidade à atividade investigativa, potencializando a eficiência tanto da investigação parlamentar quanto da própria Polícia Federal", completou.
O ministro termina sua decisão afirmando que a investigação das fraudes no INSS envolve "interesse público primário, relacionado à proteção do patrimônio público, bem como à defesa de parcela vulnerável da população".
Nesse sentido, prossegue Mendonça, a entrega das informações à Polícia Federal e sua posterior devolução dos dados para a CPMI do INSS é adequada para "assegurar a continuidade das investigações e a plena realização da finalidade constitucional das CPIs".
Mendonça libera acesso de dados fiscais e bancários de Vorcaro para CPMI do INSSMaterial sobre banqueiro está guardado na Presidência do Senado, por ordem de ToffoliJustiça2026-02-20T16:07:12.769ZO ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu nesta sexta-feira (20) liberar o acesso dos dados fiscais, bancários e telemáticos para a CPMI do INSS. O material estava sob a guarda da Presidência do Congresso Nacional por decisão do ministro Dias Toffoli, antigo relator da investigação do Banco Master. + Mendonça determinou que os dados devem ser enviados à Polícia Federal, que irá manter a custódia do material e, em seguida, deve enviar o material para a CPMI do INSS. "Determino que o tratamento das informações observe rigorosamente as garantias fundamentais, inclusive quanto à preservação da intimidade e à cadeia de custódia da prova, bem como as diretrizes contidas na decisão contida no e.Doc. 403 da PET 15.198 em relação à compartimentação das informações", disse. O ministro argumenta que as limitações ao exercício dos trabalhos das comissões parlamentares de inquérito devem "encontrar fundamento constitucional expresso, sob pena de esvaziamento das competências investigativas conferidas à minoria do Parlamento". "Aplicando tais premissas ao caso sob exame, com a devida vênia das compreensões em sentido diverso, entendo que a manutenção dos elementos probatórios sob a guarda de autoridade não integrante do colegiado investigativo configura restrição à autonomia funcional da Comissão." Para Mendonça, não cabe à Presidência do Congresso fazer a guarda de material investigativo. Ele argumenta que a preservação das quebras de sigilo é competência da Polícia Federal e do órgão que determinou a medida. "A concentração da custódia dos dados obtidos em apenas duas instâncias investigativas é medida capaz de conferir maior organicidade à atividade investigativa, potencializando a eficiência tanto da investigação parlamentar quanto da própria Polícia Federal", completou. O ministro termina sua decisão afirmando que a investigação das fraudes no INSS envolve "interesse público primário, relacionado à proteção do patrimônio público, bem como à defesa de parcela vulnerável da população". Nesse sentido, prossegue Mendonça, a entrega das informações à Polícia Federal e sua posterior devolução dos dados para a CPMI do INSS é adequada para "assegurar a continuidade das investigações e a plena realização da finalidade constitucional das CPIs".São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/justica/mendonca-libera-acesso-de-dados-fiscais-e-bancarios-de-vorcaro-para-cpmi-do-inss
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