Trump diz que Putin 'cumprirá sua palavra' caso haja acordo para encerrar guerra na Ucrânia
Em encontro com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, presidente dos EUA diz que negociações estão avançadas

SBT News
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quinta-feira (27) que as negociações para pôr fim à invasão russa na Ucrânia estão "muito avançadas" e que confia que o líder russo, Vladimir Putin, não retomará o conflito caso um cessar-fogo seja firmado.
+ Trump anuncia novas tarifas sobre México, Canadá e China a partir de 4 de março
A declaração foi dada no início de uma reunião na Casa Branca com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. A visita do líder do Reino Unido ocorre logo após a do presidente francês, Emmanuel Macron, e reflete a preocupação da Europa com o impacto das iniciativas de Trump para encerrar a guerra, visto que há receios de que ele esteja disposto a fazer concessões a Putin.
"Acho que ele cumprirá sua palavra", afirmou Trump sobre o presidente russo. "Conversei com ele, já o conheço há muito tempo, tivemos que passar juntos pela farsa da Rússia."
+ Donald Trump anuncia tarifas de 25% sobre a União Europeia
A postura de Trump em relação a Moscou tem gerado desconforto entre os aliados históricos dos EUA na Europa.
Na última semana, o governo Trump realizou conversas diretas com a Rússia sem a participação da Ucrânia ou de outros aliados europeus. Além disso, os EUA recusaram-se a assinar resoluções da ONU que responsabilizavam Moscou pelo conflito.
+ Jornalista britânica pode ter desaparecido voluntariamente, acredita a Polícia
Na sexta-feira (28) será a vez do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, visitar a Casa Branca. Ele e Trump devem assinar um acordo que concederá aos EUA acesso a minerais estratégicos da Ucrânia.
Zelensky demonstrou resistência ao acordo por não incluir garantias de segurança por parte de Washington. Trump, no entanto, evitou se comprometer com tais garantias e argumentou que a presença econômica americana no país seria um fator dissuasório contra novos ataques russos.