Trump defende príncipe saudita, destrata repórter e causa mal estar em encontro na Casa Branca
EUA e Arábia Saudita firmaram acordo em tecnologia e defesa; Mohammed bin Salman foi apontado pela CIA como mandante da morte de um jornalista em 2018
T
Thiago Ferreira
19/11/2025, 02:12 • Atualizado em 19/11/2025, 02:29
compartilhar
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (18) um acordo com a Arábia Saudita nas áreas de tecnologia e defesa. Mas a visita de Mohammed bin Salman à Casa Branca foi ofuscada por momentos desconfortáveis para o príncipe saudita.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
O assunto principal para Donald Trump foi sobre as parcerias econômica e militar entre americanos e sauditas. Mas o príncipe saudida foi questionado sobre um tema que continua sensível entre os dois países: o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, em 2018.
Uma repórter da ABC lembrou que a inteligência americana concluiu que o príncipe teria orquestrado o assassinato brutal de Khashoggi, e questionou: “Por que os americanos devem confiar no senhor?”. Trump tomou a palavra e respondeu “Fake news”, ignorando relatórios do próprio país e da ONU, que sugerem o envolvimento de bin Salman em autorizar o crime.
"Você não deveria constranger nosso convidado com uma pergunta dessas", afirmou Trump, impedindo a repórter de fazer novas perguntas. “A licença da ABC deveria ser cassada”, completou o republicano.
Jamal Khashoggi trabalhava para o Washington Post e escrevia sobre casos de violência da monarquia saudita contra jornalistas. Ele foi esquartejado depois de entrar no consulado saudita na Turquia.
Sobre o jornalista, bin Salman afirmou: “Foi doloroso para nós na Arábia Saudita. Demos todos os passos certos na investigação e melhoramos nosso sistema para que não aconteça de novo”.
Negócio entre os países
Em relação aos negócios entre os dois países, Donald Trump anunciou um acordo na área de defesa e disse que os Estados Unidos vão expandir a venda de chips para a Arábia Saudita.
Em contrapartida, os sauditas concordaram em investir um trilhão de dólares nos Estados Unidos. Segundo a Casa Branca, o dinheiro será destinado a novas fábricas e também a investimentos diretos em Wall Street. A Arábia Saudita tem, ainda, um papel importante na negociação de paz para Gaza.
O príncipe saudita disse que é preciso garantir a existência de dois Estados, posição que contraria o governo de Israel.
O plano de paz proposto por Donald Trump foi aprovado nesta segunda-feira no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A proposta autoriza a entrada de uma força internacional para garantir a segurança do território, devastado durante a guerra.
Trump defende príncipe saudita, destrata repórter e causa mal estar em encontro na Casa BrancaEUA e Arábia Saudita firmaram acordo em tecnologia e defesa; Mohammed bin Salman foi apontado pela CIA como mandante da morte de um jornalista em 2018Mundo2025-11-19T02:12:39.099ZO presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (18) um acordo com a Arábia Saudita nas áreas de tecnologia e defesa. Mas a visita de Mohammed bin Salman à Casa Branca foi ofuscada por momentos desconfortáveis para o príncipe saudita. O assunto principal para Donald Trump foi sobre as parcerias econômica e militar entre americanos e sauditas. Mas o príncipe saudida foi questionado sobre um tema que continua sensível entre os dois países: o assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, em 2018. Uma repórter da ABC lembrou que a inteligência americana concluiu que o príncipe teria orquestrado o assassinato brutal de Khashoggi, e questionou: “Por que os americanos devem confiar no senhor?”. Trump tomou a palavra e respondeu “Fake news”, ignorando relatórios do próprio país e da ONU, que sugerem o envolvimento de bin Salman em autorizar o crime. "Você não deveria constranger nosso convidado com uma pergunta dessas", afirmou Trump, impedindo a repórter de fazer novas perguntas. “A licença da ABC deveria ser cassada”, completou o republicano. Jamal Khashoggi trabalhava para o Washington Post e escrevia sobre casos de violência da monarquia saudita contra jornalistas. Ele foi esquartejado depois de entrar no consulado saudita na Turquia. Sobre o jornalista, bin Salman afirmou: “Foi doloroso para nós na Arábia Saudita. Demos todos os passos certos na investigação e melhoramos nosso sistema para que não aconteça de novo”. Negócio entre os países Em relação aos negócios entre os dois países, Donald Trump anunciou um acordo na área de defesa e disse que os Estados Unidos vão expandir a venda de chips para a Arábia Saudita. Em contrapartida, os sauditas concordaram em investir um trilhão de dólares nos Estados Unidos. Segundo a Casa Branca, o dinheiro será destinado a novas fábricas e também a investimentos diretos em Wall Street. A Arábia Saudita tem, ainda, um papel importante na negociação de paz para Gaza. O príncipe saudita disse que é preciso garantir a existência de dois Estados, posição que contraria o governo de Israel. O plano de paz proposto por Donald Trump foi aprovado nesta segunda-feira no Conselho de Segurança das Nações Unidas. A proposta autoriza a entrada de uma força internacional para garantir a segurança do território, devastado durante a guerra.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/trump-defende-principe-saudita-destrata-reporter-e-causa-mal-estar-em-encontro-na-casa-branca
Anac determina que menores de 16 viajem ao lado dos pais
Resolução mantém obrigação das companhias aéreas de garantir assentos contíguos para crianças e adolescentes, mesmo sem pagamento pela marcação antecipada
Entidades de Brasil e EUA sugerem plano contra tarifaço
Amcham, CNI e US. Chamber of Commerce apresentaram áreas passíveis de negociação a menos de uma semana de decisão sobre aplicação das taxas sobre exportações