Mundo

Tribunal da ONU ordena Israel a interromper ataques em Rafah, mas não impõe cessar-fogo total

Mais de um milhão de palestinos fugiram de Rafah nas últimas semanas, enfrentando escassez de abrigo, comida e água, segundo relatos da organização

V
Vithor Laureano
Tribunal da ONU ordena Israel a interromper ataques em Rafah, mas não impõe cessar-fogo total

O Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), principal tribunal da Organização das Nações Unidas (ONU), ordenou que Israel interrompa ofensiva militar na cidade de Rafah, localizada no sul da Faixa de Gaza. A decisão, entretanto, não inclui um cessar-fogo total em todo o território palestino. As informações são da agência Associated Press (AP).

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

A ordem faz parte de um processo iniciado no ano passado pela África do Sul, que acusa Israel de cometer genocídio em Gaza. Israel nega fortemente as acusações.

Embora o caso no TIJ deva levar anos para ser resolvido, a África do Sul busca medidas provisórias para proteger os palestinos durante o andamento do processo.

A ofensiva israelense em Gaza tem sido amplamente criticada pela comunidade internacional devido ao elevado número de mortes e à crise humanitária crescente. Mais de um milhão de palestinos deixaram Rafah nas últimas semanas, com muitos enfrentando a falta de abrigo, comida, água e outros recursos essenciais, conforme relatado pela ONU.

Até o momento, o Ministério da Saúde de Gaza reportou a morte de pelo menos 35 mil palestinos, sem distinção entre combatentes e civis. Em meio ao conflito de sete meses, o Hamas se reorganizou em áreas no norte de Gaza, retomando ataques com foguetes contra comunidades israelenses. Israel afirma que operações militares continuam em Rafah, no centro de Gaza e em Jabaliya, no norte.

A guerra teve início após um ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, que resultou na morte de cerca de 1.200 israelenses e no sequestro de aproximadamente 250 pessoas. Israel informa que ainda há cerca de 100 reféns em Gaza, além dos corpos de cerca de 30 outros sequestrados. Recentemente, o exército israelense recuperou corpos de mais três reféns mortos no ataque de outubro.

Implicações e reações internacionais

Embora a decisão do TIJ seja uma pressão adicional sobre Israel, é improvável que o país cumpra a ordem, dada a falta de mecanismos de aplicação do tribunal. Mesmo aliados próximos de Israel, como os Estados Unidos, têm expressado críticas sobre a conduta do país na guerra. Recentemente, três países europeus reconheceram o Estado palestino, e o principal procurador de outro tribunal da ONU solicitou mandados de prisão para líderes israelenses e oficiais do Hamas.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, enfrenta pressão interna para encerrar o conflito. A situação atual é um golpe para a posição internacional de Israel, mas o histórico de cumprimento de ordens do TIJ por outros países, como a Rússia, sugere um caminho incerto.

Diplomacia e negociações

Em esforço para mediar a situação, o presidente francês Emmanuel Macron se reunirá com ministros árabes no Palácio do Eliseu para discussões sobre o Oriente Médio. Estarão presentes primeiro-ministro do Qatar e ministros das Relações Exteriores de Egito, Jordânia, Arábia Saudita e França.

Paralelamente, o diretor da CIA, Bill Burns, está em Paris para conversas informais com representantes israelenses e cataris, visando retomar negociações sobre reféns e cessar-fogo. Essas reuniões têm a mediação de oficiais egípcios e cataris, com oficiais do Hamas não participando diretamente.

A ordem do TIJ e as iniciativas diplomáticas refletem a complexidade e a urgência da situação em Gaza, onde a busca por uma resolução pacífica continua a ser um desafio monumental.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Terremoto no Peru afetou 122 moradias e deixou 3 feridos

Terremoto no Peru afetou 122 moradias e deixou 3 feridos

Imagem da notícia: Turquia pede prisão de Netanyahu por flotilha para Gaza

Turquia pede prisão de Netanyahu por flotilha para Gaza

Imagem da notícia: Taxista coloca placa proibindo uso de celular em viagens

Taxista coloca placa proibindo uso de celular em viagens

Imagem da notícia: Datafolha PE: Raquel Lyra tem 47%, contra 40% de João Campos

Datafolha PE: Raquel Lyra tem 47%, contra 40% de João Campos

Imagem da notícia: Terremoto no Peru afetou 122 moradias e deixou 3 feridos

Terremoto no Peru afetou 122 moradias e deixou 3 feridos

Imagem da notícia: Turquia pede prisão de Netanyahu por flotilha para Gaza

Turquia pede prisão de Netanyahu por flotilha para Gaza

Imagem da notícia: Taxista coloca placa proibindo uso de celular em viagens

Taxista coloca placa proibindo uso de celular em viagens

Imagem da notícia: Datafolha PE: Raquel Lyra tem 47%, contra 40% de João Campos

Datafolha PE: Raquel Lyra tem 47%, contra 40% de João Campos

Últimas notícias

Trump manda Nasa estudar vias comerciais para missão a Marte

Memorando estabelece como meta que, até 2030, a infraestrutura dos EUA seja capaz de suportar mais de mil lançamentos e reentradas por ano

Datafolha: Tebet e Marina têm 12%; André do Prado, 10%

Os três candidatos estão em empate técnico, enquanto Guilherme Derrite (PP) aparece com 7%, seguido por Ricardo Salles (Novo), com 6%

Datafolha Senado DF: Michelle marca 19%, e Leila tem 16%

Ex-primeira-dama aparece à frente na corrida pelo Senado no DF, seguida por Leila Barros, Erika Kokay e Bia Kicis

Datafolha MG: Cleitinho tem 32%; Patrus e Kalil, 12%

O senador do Republicanos aparece com 20 pontos de vantagem em relação aos segundos colocados, que têm 12% das intenções de votos no primeiro turno

Ariana Grande se irrita após Trump usar uma de suas músicas

Equipe do presidente dos EUA usou o hit 'We can't be friends' como pano de fundo em um vídeo publicado no TikTok para atacar mulheres trans

Datafolha DF: Celina tem 30%, Arruda 28% e Grass 11%

Governadora aparece com 30% das intenções de voto, contra 28% do ex-governador; margem de erro é de três pontos percentuais