Favelas do Rio recebem cada vez mais turistas, aponta projeto
Visita comunitária movimenta economia local com experiências gastronômicas, culturais e voos de drones

Rafaela Coutinho
Visitar o Rio está em alta e para quem não sabe, não são só os cartões postais da cidade que agradam aos turistas. Comunidades como Rocinha, Vidigal e Parque da Cidade estão numa crescente no número de visitantes.
Esse movimento ocorre em meio à expectativa de recordes históricos na temporada de verão 2026 (entre dezembro de 2025 e março de 2026), quando a cidade deve receber mais de 5,7 milhões de visitantes, um aumento superior a 14% em relação ao verão anterior. A previsão é de que o setor movimente cerca de R$ 12,8 bilhões, com crescimento de 18%, além de uma alta de 12% no número de turistas estrangeiros, estimados em aproximadamente 1,2 milhão.
O projeto Na Favela Turismo faz parte dos atrativos e vem ampliando o turismo comunitário, além de movimentar a economia local com experiências gastronômicas, culturais e inovando com voos de drones. A ideia de transformar lajes em mirantes em novos locais de experiência para turistas surgiu dando mais forma ao projeto turístico inovador.
Lançado em 2024 por Renan Monteiro, CEO do Na Favela Turismo, o projeto tem como foco a qualificação de moradores para atuarem como pilotos de drone, fortalecendo uma cadeia econômica que envolve guias de turismo, mototaxistas, anfitriões das lajes e outros profissionais. Atualmente, a iniciativa conta com 10 pilotos formados, oito lajes e mirantes integrados ao roteiro e centenas de trabalhadores locais impactados direta ou indiretamente.
História
As atividades começaram com aulas de pilotagem próximas ao Mirante da Rocinha e ganharam rápida adesão. Um dos primeiros vídeos produzidos por Betour, guia e morador da comunidade, despertou o interesse de turistas e ajudou a consolidar a experiência, que hoje figura entre os conteúdos mais procurados por visitantes estrangeiros na atual temporada.
"A ideia sempre foi qualificar nossa gente para que o valor da favela seja apresentado por quem vive aqui. O resultado vai além de um vídeo bonito: é emprego, valorização cultural e uma narrativa positiva que chega ao mundo mostrando o verdadeiro valor da Rocinha, do Vidigal e do PPG", afirma Renan Monteiro.









