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Ministério das Relações Exteriores de Israel repreende embaixadores da Espanha, Irlanda e Noruega

O reconhecimento oficial de um Estado Palestino independente pelos três países entrará em vigor na próxima terça-feira (28)

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Israel Katz assina documento sobre mesa, próximo a bandeira de Israel | Reprodução/Instagram
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O Ministério das Relações Exteriores de Israel repreendeu os embaixadores da Espanha, Irlanda e Noruega nesta quinta-feira (23), em resposta às decisões de seus governos de reconhecer um Estado palestino, segundo informações da agência Associated Press (AP). A medida, anunciada na quarta-feira (22), visa apoiar o fim da ofensiva de Israel em Gaza e retomar negociações de paz paralisadas há uma década.

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Os países europeus justificaram o reconhecimento como um esforço para mitigar a violência e reativar o diálogo diplomático, interrompido pela ascensão do Hamas em Gaza e pela expansão dos assentamentos israelenses na Cisjordânia. A guerra atual, provocada por ataques do Hamas em 7 de outubro, intensificou a violência e diminuiu o interesse israelense em negociações de paz.

Os primeiros-ministros da Espanha, Pedro Sánchez, e da Irlanda, Simon Harris, e o ministro das Relações Exteriores da Noruega, Espen Barth Eide, anunciaram na manhã desta quarta-feira (22) que formalizarão o reconhecimento na próxima terça-feira (28).

“Hoje, a Irlanda, a Noruega e a Espanha anunciam que reconhecemos o Estado da Palestina”, disse Harris numa conferência de imprensa. "Antes do anúncio de hoje, falei com vários outros líderes e estou confiante de que mais países se juntarão a nós para dar este importante passo nas próximas semanas", acrescentou.

Avi Hyman, porta-voz do governo israelense, criticou a decisão, afirmando que "o reconhecimento de um Estado palestino não promove a paz. Ele perpetua a guerra." Ele enfatizou que a segurança de Israel é inegociável e que políticas externas equivocadas não contribuiriam para um futuro seguro para as crianças israelenses.

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Durante a reunião no Ministério das Relações Exteriores em Jerusalém, os embaixadores europeus assistiram a um vídeo inédito de militantes do Hamas capturando mulheres em cativeiro, um episódio do ataque de 7 de outubro. O diretor-geral do ministério, Yaakov Blitshtein, declarou que a decisão dos governos europeus é um "prêmio para o Hamas".

"A decisão distorcida dos seus governos é um prêmio para o Hamas", citou o ministério, o diretor-geral Yaakov Blitshtein, dizendo a eles. "O Hamas os felicita."

Em uma resposta mais direta, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, anunciou a retirada dos embaixadores israelenses na Irlanda e Noruega, e mencionou a possibilidade de ações semelhantes contra a Espanha.

Katz alertou para "consequências graves" e outras repercussões nas relações diplomáticas com esses países, reforçando que tais reconhecimentos minam o direito de Israel à autodefesa e os esforços para libertar os reféns do Hamas.

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Ele também advertiu que haveria repercussões adicionais para as relações com os três países europeus.

Enquanto algumas potências ocidentais argumentam que o reconhecimento de um Estado palestino deve ser resultado de negociações, Israel mantém sua posição firme contra qualquer ação que comprometa sua segurança ou reforce a posição do Hamas na região.

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