OMS alerta que epidemia no país está fora de controle; mais de 5.600 pessoas foram infectadas
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André de Sena, Agência EFE
Profissional de saúde se preparando para desinfetar área onde foram enterradas vítimas com suspeita de Ebola em Bunia, na República Democrática do Congo | Gradel Muyisa Mumbere/Reuters
O surto de Ebola na República Democrática do Congo continua fora de controle. O alerta foi feito nesta quarta-feira (26) pela diretora de Preparação e Resposta a Emergências da OMS (Organização Mundial da Saúde), Marie Belizaire.
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Segundo os dados mais recentes do governo congolês, atualizados nesta segunda (24), a epidemia já causou 2.715 mortes, com uma taxa de letalidade de 48%. O número oficial de pessoas infectadas é de 5.665, das quais 1.245 já se recuperaram.
Segundo Belizaire, o aumento das mortes fora dos Centros de Tratamento do Ebola mantidos pela OMS é uma das principais dificuldades enfrentadas atualmente. “Uma alta proporção de mortes ocorre na comunidade e não em nossos centros de tratamento. Quando as pessoas morrem em casa, elas não são isoladas, seus contatos não são rastreados e enterros inseguros podem gerar novas cadeias de transmissão”, alertou durante uma coletiva de imprensa especial na 76ª sessão do Comitê Regional para a África.
Outro desafio apontado pela diretora é a questão financeira. De acordo com Belizaire, apesar da ajuda enviada ao Congo pela comunidade internacional, dos US$ 518 milhões necessários para combater a doença, apenas US$ 333,2 milhões foram desembolsados. “Olhando para o futuro, nosso objetivo deve ser acelerar os compromissos e garantir que o financiamento disponível esteja estrategicamente alinhado”, disse.
Apesar da situação crítica no Congo, a OMS declarou nesta quarta o fim do surto causado pela cepa Bundibugyo em Uganda. O governo do país já havia feito esse anúncio em 28 de julho, após registrar 20 infecções confirmadas, que incluíam duas mortes consideradas importadas da República Democrática do Congo.
Apesar da boa notícia em Unganda, Belizaire alerta que a epidemia ainda pode se espalhar por outros países africanos, de forma que ela não pode ser encarada como um "evento meramente nacional" , por conta das movimentações de pessoas entre as fronteiras da região. “As pessoas se deslocam e o vírus se desloca com elas. Portanto, gerir os movimentos, efetuar verificações nos pontos de entrada e coordenar através das fronteiras é essencial”, afirmou.
Surto de Ebola no Congo ultrapassa 2.700 mortesOMS alerta que epidemia no país está fora de controle; mais de 5.600 pessoas foram infectadasMundo2026-08-26T19:47:41.025ZO surto de Ebola na República Democrática do Congo continua fora de controle. O alerta foi feito nesta quarta-feira (26) pela diretora de Preparação e Resposta a Emergências da OMS (Organização Mundial da Saúde), Marie Belizaire. Segundo os dados mais recentes do governo congolês, atualizados nesta segunda (24), a epidemia já causou 2.715 mortes, com uma taxa de letalidade de 48%. O número oficial de pessoas infectadas é de 5.665, das quais 1.245 já se recuperaram. Segundo Belizaire, o aumento das mortes fora dos Centros de Tratamento do Ebola mantidos pela OMS é uma das principais dificuldades enfrentadas atualmente. “Uma alta proporção de mortes ocorre na comunidade e não em nossos centros de tratamento. Quando as pessoas morrem em casa, elas não são isoladas, seus contatos não são rastreados e enterros inseguros podem gerar novas cadeias de transmissão”, alertou durante uma coletiva de imprensa especial na 76ª sessão do Comitê Regional para a África. Outro desafio apontado pela diretora é a questão financeira. De acordo com Belizaire, apesar da ajuda enviada ao Congo pela comunidade internacional, dos US$ 518 milhões necessários para combater a doença, apenas US$ 333,2 milhões foram desembolsados. “Olhando para o futuro, nosso objetivo deve ser acelerar os compromissos e garantir que o financiamento disponível esteja estrategicamente alinhado”, disse. O surto no Congo é causado pela cepa Bundibugyo, para a qual ainda não existe vacina. No entanto, . Estão sendo realizados estudos clínicos para verificar a possibilidade de uso dessa vacina no combate à epidemia. Fim do surto em Uganda Apesar da situação crítica no Congo, a OMS declarou nesta quarta o fim do surto causado pela cepa Bundibugyo em Uganda. O governo do país já havia feito esse anúncio em 28 de julho, após registrar 20 infecções confirmadas, que incluíam duas mortes consideradas importadas da República Democrática do Congo. Apesar da boa notícia em Unganda, Belizaire alerta que a epidemia ainda pode se espalhar por outros países africanos, de forma que ela não pode ser encarada como um "evento meramente nacional" , por conta das movimentações de pessoas entre as fronteiras da região. “As pessoas se deslocam e o vírus se desloca com elas. Portanto, gerir os movimentos, efetuar verificações nos pontos de entrada e coordenar através das fronteiras é essencial”, afirmou. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/surto-de-ebola-no-congo-ultrapassa-2-700-mortes