Habib’s entra em recuperação judicial; dívida é de R$ 265 mi
Grupo econômico declarou situação financeira à Justiça de São Paulo, que nomeou a KPMG como administradora judicial
Vicklin Moraes
Habibs | Foto: divulgação
O Grupo Habib’s teve seu pedido de recuperação judicial aprovado pela Justiça de São Paulo. No pedido, o grupo econômico declarou dívida de R$ 265,2 milhões. A decisão favorável, proferida pelo juiz Jomar Juarez Amorim, nomeou a consultora KPMG como administradora judicial.
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Em nota, a empresa reforçou que o atendimento ao público não será afetado. "O Grupo Habib's teve seu pedido de Recuperação Judicial deferido, como parte de seu processo de reestruturação financeira, com o objetivo de preservar a sustentabilidade e a evolução do negócio no longo prazo. As operações do Grupo seguem funcionando normalmente, mantendo o atendimento aos clientes, a rotina e a qualidade de suas unidades", informou o comunicado.
Segundo a empresa, o pedido de recuperação judicial reflete um cenário de dificuldades acumuladas ao longo dos últimos anos. A rede já vinha realizando um movimento de racionalização de custos, que refletiu no fechamento recente de lojas na capital paulista, no interior de São Paulo (como São José do Rio Preto e Limeira) e de Minas Gerais (como Passos).
Segundo a avaliação do setor e da própria empresa, a crise é resultado da combinação de fatores internos e externos. Entre eles está a pressão sobre as margens. A estratégia tradicional de oferecer produtos a preços baixos, com margens de lucro reduzidas, deixou de ser suficiente para compensar o aumento dos custos operacionais.
Outro fator é o custo estrutural. A manutenção de grandes pontos comerciais, especialmente lojas de rua administradas pela holding Gennius Brasil, gerou despesas fixas elevadas e perdeu eficiência diante das mudanças no mercado.
A empresa também foi afetada pelo cenário econômico e por mudanças nos hábitos de consumo. A retração acumulada desde a pandemia de Covid-19, o encarecimento do crédito com a Selic em patamares elevados e a migração do consumo para aplicativos de entrega contribuíram para o agravamento da situação financeira.
Antes do deferimento da recuperação judicial, a Justiça de São Paulo já havia concedido uma medida cautelar que suspendeu por 60 dias execuções e cobranças contra a Gennius Brasil, holding que admistra o Habib´s.
Habib’s entra em recuperação judicial; dívida é de R$ 265 miGrupo econômico declarou situação financeira à Justiça de São Paulo, que nomeou a KPMG como administradora judicialEconomia2026-08-26T20:07:03.382ZO Grupo Habib’s teve seu pedido de recuperação judicial aprovado pela Justiça de São Paulo. No pedido, o grupo econômico declarou dívida de R$ 265,2 milhões. A decisão favorável, proferida pelo juiz Jomar Juarez Amorim, nomeou a consultora KPMG como administradora judicial. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Em nota, a empresa reforçou que o atendimento ao público não será afetado. "O Grupo Habib's teve seu pedido de Recuperação Judicial deferido, como parte de seu processo de reestruturação financeira, com o objetivo de preservar a sustentabilidade e a evolução do negócio no longo prazo. As operações do Grupo seguem funcionando normalmente, mantendo o atendimento aos clientes, a rotina e a qualidade de suas unidades", informou o comunicado. Segundo a empresa, o pedido de recuperação judicial reflete um cenário de dificuldades acumuladas ao longo dos últimos anos. A rede já vinha realizando um movimento de racionalização de custos, que refletiu no fechamento recente de lojas na capital paulista, no interior de São Paulo (como São José do Rio Preto e Limeira) e de Minas Gerais (como Passos). Segundo a avaliação do setor e da própria empresa, a crise é resultado da combinação de fatores internos e externos. Entre eles está a pressão sobre as margens. A estratégia tradicional de oferecer produtos a preços baixos, com margens de lucro reduzidas, deixou de ser suficiente para compensar o aumento dos custos operacionais. Outro fator é o custo estrutural. A manutenção de grandes pontos comerciais, especialmente lojas de rua administradas pela holding Gennius Brasil, gerou despesas fixas elevadas e perdeu eficiência diante das mudanças no mercado. A empresa também foi afetada pelo cenário econômico e por mudanças nos hábitos de consumo. A retração acumulada desde a pandemia de Covid-19, o encarecimento do crédito com a Selic em patamares elevados e a migração do consumo para aplicativos de entrega contribuíram para o agravamento da situação financeira. Antes do deferimento da recuperação judicial, a Justiça de São Paulo já havia concedido uma medida cautelar que suspendeu por 60 dias execuções e cobranças contra a Gennius Brasil, holding que admistra o Habib´s.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/habib-s-entra-em-recuperacao-judicial-divida-e-de-r-265-mi