Decisão retoma a falência que estava suspensa desde novembro do ano passado por recurso de Itaú e Bradesco
Exame.com
Oi: Justiça decreta falência pela segunda vez | Reprodução
A Justiça do Rio de Janeiro voltou a decretar a falência da Oi nesta terça-feira (25), em mais um capítulo da longa crise financeira da antiga gigante das telecomunicações. A decisão veio com a retomada, na Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), do julgamento dos recursos que haviam suspendido a falência decretada em novembro de 2025.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
A falência do ano passado foi decretada pela 7ª Vara Empresarial do Rio, mas suspensa dias depois, quando bancos credores, entre eles Itaú e Bradesco, recorreram com agravos. Com isso, a companhia voltou a tramitar em recuperação judicial. O julgamento dos recursos dos bancos foi interrompido em junho passado, após um pedido de vista do desembargador Augusto Alves Moreira Junior, e foi retomado.
A decisão de novembro de 2025 reconheceu a insolvência técnica e patrimonial do grupo e determinou a continuidade provisória de serviços considerados essenciais, sob gestão judicial. Antes da retomada do julgamento desta terça, a situação já era crítica: a Oi informou à Justiça que enfrentava dificuldades para manter as operações após encontrar obstáculos na venda de ativos vistos como fundamentais para gerar caixa, como a Oi Soluções e a participação na V.tal.
A crise se arrasta há quase uma década. A Oi passou por sua primeira recuperação judicial em 2016 e voltou a recorrer à Justiça em 2023, diante de uma dívida bilionária. Ao longo desse período, a antiga maior operadora de telefonia da América Latina vendeu boa parte de seus ativos na tentativa de sobreviver.
Em paralelo ao julgamento, a Oi trava uma disputa em que tenta responsabilizar grandes credores pela deterioração da companhia. Este mês, a Justiça manteve o bloqueio de créditos da Pimco contra a tele, em decisão da desembargadora Mônica Maria Costa Di Piero que negou pedido da gestora para suspender o arresto.
A Oi sustenta que fundos ligados a Pimco, SC Lowy e Ashmore acumularam posições de credores e acionistas, chegando a 58,28% do capital em dezembro de 2024, e teriam influenciado a administração para priorizar o pagamento dos bondholders. A Pimco nega ter controlado a empresa e afirma que os direitos questionados estavam previstos no plano de recuperação judicial aprovado pelos credores.
Justiça decreta falência da Oi pela segunda vezDecisão retoma a falência que estava suspensa desde novembro do ano passado por recurso de Itaú e BradescoEconomia2026-08-25T17:49:35.970ZA Justiça do Rio de Janeiro voltou a decretar a falência da Oi nesta terça-feira (25), em mais um capítulo da longa crise financeira da antiga gigante das telecomunicações. A decisão veio com a retomada, na Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), do julgamento dos recursos que haviam suspendido a falência decretada em novembro de 2025. A falência do ano passado foi decretada pela 7ª Vara Empresarial do Rio, mas suspensa dias depois, quando bancos credores, entre eles Itaú e Bradesco, recorreram com agravos. Com isso, a companhia voltou a tramitar em recuperação judicial. O julgamento dos recursos dos bancos foi interrompido em junho passado, após um pedido de vista do desembargador Augusto Alves Moreira Junior, e foi retomado. A decisão de novembro de 2025 reconheceu a insolvência técnica e patrimonial do grupo e determinou a continuidade provisória de serviços considerados essenciais, sob gestão judicial. Antes da retomada do julgamento desta terça, a situação já era crítica: a Oi informou à Justiça que enfrentava dificuldades para manter as operações após encontrar obstáculos na venda de ativos vistos como fundamentais para gerar caixa, como a Oi Soluções e a participação na V.tal. A crise se arrasta há quase uma década. A Oi passou por sua primeira recuperação judicial em 2016 e voltou a recorrer à Justiça em 2023, diante de uma dívida bilionária. Ao longo desse período, a antiga maior operadora de telefonia da América Latina vendeu boa parte de seus ativos na tentativa de sobreviver. Em paralelo ao julgamento, a Oi trava uma disputa em que tenta responsabilizar grandes credores pela deterioração da companhia. Este mês, a Justiça manteve o bloqueio de créditos da Pimco contra a tele, em decisão da desembargadora Mônica Maria Costa Di Piero que negou pedido da gestora para suspender o arresto. A Oi sustenta que fundos ligados a Pimco, SC Lowy e Ashmore acumularam posições de credores e acionistas, chegando a 58,28% do capital em dezembro de 2024, e teriam influenciado a administração para priorizar o pagamento dos bondholders. A Pimco nega ter controlado a empresa e afirma que os direitos questionados estavam previstos no plano de recuperação judicial aprovado pelos credores.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/justica-decreta-falencia-da-oi-pela-segunda-vez
Zema recua de privatização total e quer desmame de isenções
Candidato disse não pretender vender todas as estatais e excluiu Caixa e Embrapa; criticou duração de isenções fiscais e pediu novo cálculo das aposentadorias