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Sobrevivente de injeção letal diz estar com "dor na alma"

Em primeira declaração pública após a tentativa frustrada de execução, Christa Pike afirmou que ficou "profundamente magoada com a incompetência"

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Caroline Vale
Assassina condenada Christa Pike, que sobreviveu a uma execução malsucedida no Tennessee, nos EUA | Foto: Reuters/Foto de arquivo

Assassina condenada Christa Pike, que sobreviveu a uma execução malsucedida no Tennessee, nos EUA | Foto: Reuters/Foto de arquivo

Christa Pike, a mulher que sobreviveu a uma tentativa de execução por injeção letal nos Estados Unidos, afirmou que está em recuperação, mas ainda sente dores físicas e emocionais. Em declaração divulgada por seus advogados nesta sexta-feira (30), ela relatou que acordou confusa após o procedimento e que continua com dificuldades para falar.

“Meu corpo dói. Meus braços doem. Minhas mãos doem. Minha garganta dói. Ainda tenho dificuldade para falar. E a dor não é apenas física; há dor em minha mente e em minha alma”, afirmou Pike. Segundo a equipe jurídica, a mensagem foi ditada por ela.

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A declaração é a primeira manifestação pública da mulher desde a tentativa fracassada de execução, realizada em 30 de setembro. Pike contou que entrou na câmara de execução preparada para morrer e que havia se despedido das pessoas próximas. Dias após sobreviver, acordou “confusa e com dor”, segundo seu relato.

Pike também criticou a condução do procedimento e afirmou estar “profundamente ferida pela incompetência” que, segundo ela, colocou várias pessoas em uma situação difícil. Ao mesmo tempo, agradeceu aos profissionais de saúde que a atenderam e às pessoas que demonstraram apoio.

“Não sei o que virá a seguir. Em alguns dias, é mais difícil encontrar esperança do que em outros. Por enquanto, estou tentando me recuperar, um dia de cada vez”, declarou.

Atualmente, Pike está na enfermaria do Centro de Reabilitação Debra K. Johnson, em Nashville, no Tennessee, segundo o comunicado dos advogados.

Tentativa de execução foi suspensa

Pike recebeu duas doses de uma injeção letal com pentobarbital em 30 de setembro, mas sobreviveu. Ela passou 10 dias internada e recebeu alta em 10 de outubro, quando foi levada de volta à penitenciária em Nashville.

Condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, cometido em 1995, Pike tinha 17 anos na época do crime. Seu então namorado, Tadaryl Shipp, também participou do assassinato.

Após o episódio, a Justiça do Tennessee determinou que as autoridades preservassem as provas relacionadas à tentativa de execução, incluindo seringas, tubos intravenosos, embalagens e documentos sobre os medicamentos utilizados.

O governador do Tennessee, Bill Lee, suspendeu as execuções no estado até o fim do ano, enquanto as autoridades investigam o caso. Os advogados de Pike pedem que a pena de morte seja convertida em prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

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