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Secretário dos EUA diz que vai intervir em Cuba, mas “não agora”

Marco Rubio afirmou que manutenção do regime cubano é "inaceitável" e que país é governado por "comunistas incompetentes"

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Marco Rubio é secretário de Estado dos EUA | Reprodução/X

Durante coletiva a jornalistas na Casa Branca nesta terça-feira (5), o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que a manutenção do governo em Cuba é “inaceitável” e que uma intervenção americana está no radar para derrubar o regime inaugurado pelos irmãos Castro na década de 1950, mas “não agora". Marco Rubio é filho de cubanos que imigraram para os Estados Unidos.

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O secretário falou sobre Cuba ao ser questionado sobre o embargo à entrada de petróleo que os Estados Unidos têm imposto para asfixiar a economia do país caribenho. A estratégia foi viabilizada com a captura do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em janeiro.

Os venezuelanos eram os principais supridores da demanda e interromperam o fluxo no mandato de Delcy Rodríguez por pressão da Casa Branca. Desde então, há escassez de combustível, apagões constante e suspensões de voos no país.

Segundo o secretário, Cuba recebia petróleo gratuitamente e revendia no mercado internacional para arrecadar recursos para a alta cúpula em detrimento da população. Agora, dada a crise energética global com as restrições da guerra no Irã, essa transferência teria ficado impossibilitada, sobretudo para o que definiu como um “regime falido".

“O modelo econômico deles não funciona, e as pessoas que estão no comando não conseguem consertar. E a razão pela qual não conseguem consertar não é apenas porque são comunistas, o que já é ruim o suficiente, mas porque são comunistas incompetentes", disparou Rubio.

O chefe da diplomacia do governo Donald Trump lembrou que a ilha está a cerca de 140 km da Flórida e é “território amigável” para adversários políticos dos EUA, como Rússia e China. “Portanto, é um status quo inaceitável, e nós o abordaremos, mas não hoje", afirmou.

A ameaça não é nova e tem se intensificado nas últimas semanas. Na última sexta (1º), o presidente Donald Trump, afirmou que pretende “tomar o controle” de Cuba "quase imediatamente” após chegar a uma conclusão da guerra no Irã, o que não parece estar próximo.

Depois de os EUA anunciarem novas sanções contra autoridades, empresas e instituições bancárias que mantiveram relações com Cuba, o presidente Miguel Díaz-Canel disse que o país não representa uma "ameaça extraordinária e incomum" para o vizinho e descreveu a ilha como "um país de paz". Cuba convive com um embargo comercial dos EUA desde fevereiro de 1962.

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