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Trump volta a ameaçar Cuba e afirma que EUA "assumirão o controle" do país

Presidente dos EUA cita ação militar contra Cuba e endurece medidas econômicas contra o governo da ilha

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Trump durante o comício em Phoenix, no Arizona | Reprodução/YouTube
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (1º) que pretende “tomar o controle” de Cuba "quase imediatamente”, após concluir ações no Irã.

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A declaração foi feita durante um evento privado na Flórida e ocorre em meio ao aumento das tensões entre Washington e Havana.

Durante discurso no Forum Club, em West Palm Beach, Trump afirmou que poderia deslocar porta-aviões americanos para o Caribe e posicioná-los próximos à costa cubana.

"Na volta do Irã, vamos usar um dos nossos maiores porta-aviões, talvez o USS Abraham Lincoln, o maior do mundo. Vamos fazer com que isso aconteça, pare a cerca de cem metros da costa, e eles dirão: ‘Muito obrigado. Desistimos.", diz Trump.

Essa não é a primeira vez que Trump ameaça o país da América Central. No mês passado, o presidente americano afirmou que "Cuba é a próxima", durante um discurso no qual ele elogiou os sucessos das ações militares dos EUA na Venezuela e no Irã.

No início de março, Trump havia dito que Cuba poderia estar sujeita a uma "tomada de controle amigável", antes de acrescentar: "Pode não ser uma tomada de controle amigável".

Novas sanções contra Cuba

Ainda nesta sexta, o governo americano anunciou novas sanções contra o governo cubano, com foco em setores estratégicos da economia. De acordo com a Casa Branca, as medidas atingem setores de energia e defesa, serviços financeiros, mineração e metais, além de pessoas e entidades ligadas ao aparato de segurança.

As sanções também podem atingir empresas e indivíduos estrangeiros que mantenham relações com esses setores.

Ainda não está claro quais pessoas ou empresas foram diretamente atingidas pelas novas sanções. A ordem executiva permite, porém, ampliar as punições a qualquer agente que atue em setores considerados estratégicos pelo governo americano.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, criticou as novas medidas e afirmou que elas reforçam o bloqueio econômico imposto à ilha.

Pelas redes sociais, Díaz classificou as medidas como “coercitivas” e afirmou que elas demonstram “desprezo pela comunidade internacional”.

"Novas medidas coercitivas que reforçam o brutal #BloqueoGenocida, como evidência de sua pobreza moral e do desprezo pela sensibilidade e pelo senso comum dos americanos e de toda a comunidade internacional. Ninguém honesto pode aceitar a desculpa de que Cuba seja uma ameaça para esse país. O bloqueio e seu reforço causam tanto dano, devido à conduta intimidatória e arrogante da maior potência militar do planeta", disse Díaz.

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