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Rússia questiona EUA sobre envio de inteligência à Ucrânia

Rússia cobrou esclarecimentos sobre supostos dados de inteligência enviados à Ucrânia e criticou o apoio militar de Washington

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Agência EFE
EUA é questionado sobre envio de dados de inteligência militar à Ucrânia |Reprodução

EUA é questionado sobre envio de dados de inteligência militar à Ucrânia |Reprodução

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou nesta sexta-feira (14), que seu país pediu explicações aos Estados Unidos sobre a suposta entrega à Ucrânia de dados de inteligência que permitiriam atacar alvos civis na retaguarda russa.

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"Transmitimos uma série de perguntas ao Departamento de Estado com o pedido de que comentem os dados de inteligência (transmitidos à Ucrânia) e o envolvimento mais profundo dos Estados Unidos nos preparativos e na execução de ataques contra alvos civis em território russo. Esperamos a resposta", declarou Lavrov em entrevista à televisão pública russa.

Ao mesmo tempo, ponderou que "não fará nenhum ultimato" aos EUA para a entrega desses dados e destacou que a Rússia está disposta a continuar as negociações com Washington e a receber os enviados especiais do presidente americano, Steve Witkoff e Jared Kushner.

Lavrov avaliou que, enquanto os enviados especiais contarem com a confiança do presidente americano, Donald Trump, a Rússia não fechará as portas para eles.

"Não nos recusamos a dialogar com eles. Se vierem, sabem que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, está disposto a recebê-los novamente", indicou. No entanto, ressaltou que "outra questão é ver o que trazem".

O ministro lembrou que, após a visita de Witkoff há um ano, Putin aceitou as propostas de seu homólogo americano durante a cúpula no Alasca e, pouco depois, Washington impôs sanções contra as petrolíferas russas Lukoil e Rosneft.

Além disso, comentou as declarações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, sobre o papel americano no conflito ucraniano, que qualificou de "contraditórias", e criticou o fato de Washington "apoiar a Ucrânia e fornecer-lhe armamento e informações de inteligência".

Neste contexto, advertiu que a Rússia aumentará a intensidade de seus ataques contra a máquina de guerra ucraniana e não parará até alcançar uma solução "de longo prazo, confiável e estável" para o conflito. "Reforçaremos nossos métodos para destruir tudo aquilo que nutre a máquina bélica de Kiev por parte do Ocidente. É algo que já estamos fazendo. E já começaram a se lamentar", ressaltou.

Lavrov contrapôs isso aos ataques ucranianos contra as refinarias russas e a empresa de comércio eletrônico Wildberries, conhecida como a Amazon russa, qualificados por Moscou como ataques contra a infraestrutura civil russa. "Não nos rebaixaremos" a esses métodos, assinalou.

Por fim, constatou que, no âmbito dos ataques russos contra a infraestrutura portuária ucraniana no Mar Negro, as redes de postos de gasolina no leste e em outras regiões da Ucrânia, os centros logísticos e a infraestrutura energética, "ouvem-se cada vez mais vozes que nos pedem para parar imediatamente".

"Não vai funcionar assim. É preciso parar quando houver uma solução de longo prazo, confiável e sustentável", reforçou.

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