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O Ministério do Interior da Rússia publicou uma nota dizendo que a prisão ocorreu em São Petersburgo e que o alvo teria transferido dinheiro a uma organização terrorista, fazendo alusão ao fundo criado por Navalny. De acordo com o portal "Fontanka.ru", o homem detido é um ex-ciclista profissional, que posteriormente trabalhou como treinador e cofundou uma academia na Rússia.
Segundo a agência de notícias EFE, na semana passada, também em São Petersburgo, a polícia prendeu um filósofo de 58 anos acusado de enviar dinheiro ao Fundo de Luta contra a Corrupção. Um levantamento realizado pelo veículo independente "Mediazona" afirma que as autoridades russas já abriram mais de 220 processos criminais por doações feitas ao fundo de Navalny após a proibição da organização, em 2021.
Suspeita de envenenamento
Navalny era o mais ferrenho opositor do presidente russo Vladimir Putin e ganhou reconhecimento ao denunciar casos de corrupção no governo. Ele foi preso em janeiro de 2021 e morreu três anos depois, em fevereiro de 2024. Em junho daquele mesmo ano, o Kremlin passou a classificar o Fundo de Luta contra a Corrupção como uma "organização extremista".
O Kremlin afirma que a morte se deu por causas naturais. No entanto, um grupo de países da Europa ocidental, formado por Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Holanda, divulgou um comunicado conjunto alegando que Navalny foi envenenado. Segundo eles, exames feitos no corpo do opositor mostraram a presença de epibatidina, uma toxina proveniente de sapos venenosos da América do Sul e que não é encontrada naturalmente na Rússia.
A declaração dos aliados europeus ocorreu em fevereiro de 2026, quase dois anos após a morte de Navalny. Eles argumentaram que Moscou tinha o motivo e os meios para administrar o veneno, já que o opositor morreu na prisão.
Na época, a viúva de Alexei Navalny, Yulia Navalnaya, pediu que Putin fosse responsabilizado pela morte de seu marido. O apelo foi feito durante um discurso na Conferência de Munique, fórum debates sobre política externa, defesa e segurança internacional que reuniu 40 chefes de estado.
Desde março de 2023, Putin é alvo de um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional por conta de um outro caso, relacionado à guerra contra a Ucrânia. Ele foi acusado de deportar ilegalmente para a Rússia crianças ucranianas que moravam nos territórios ocupados pelas tropas de Moscou.
Rússia prende homem que doou US$ 10 à fundação de NavalnySegundo o Ministério do Interior, prisão de cidadão alemão ocorreu na cidade de São PetersburgoMundo2026-08-17T16:17:19.005ZAs autoridades da Rússia informaram nesta segunda-feira (17) que a polícia do país prendeu um cidadão alemão suspeito de doar 900 rublos, que equivalem a aproximadamente 10 dólares, ao Fundo de Luta contra a Corrupção, criado por Alexei Navalny, O Ministério do Interior da Rússia publicou uma nota dizendo que a prisão ocorreu em São Petersburgo e que o alvo teria transferido dinheiro a uma organização terrorista, fazendo alusão ao fundo criado por Navalny. De acordo com o portal "Fontanka.ru", o homem detido é um ex-ciclista profissional, que posteriormente trabalhou como treinador e cofundou uma academia na Rússia. Segundo a agência de notícias EFE, na semana passada, também em São Petersburgo, a polícia prendeu um filósofo de 58 anos acusado de enviar dinheiro ao Fundo de Luta contra a Corrupção. Um levantamento realizado pelo veículo independente "Mediazona" afirma que as autoridades russas já abriram mais de 220 processos criminais por doações feitas ao fundo de Navalny após a proibição da organização, em 2021. Suspeita de envenenamento Navalny era o mais ferrenho opositor do presidente russo Vladimir Putin e ganhou reconhecimento ao denunciar casos de corrupção no governo. Ele foi preso em janeiro de 2021 e morreu três anos depois, em fevereiro de 2024. Em junho daquele mesmo ano, o Kremlin passou a classificar o Fundo de Luta contra a Corrupção como uma "organização extremista". O Kremlin afirma que a morte se deu por causas naturais. No entanto, um grupo de países da Europa ocidental, formado por Reino Unido, França, Alemanha, Suécia e Holanda, divulgou um comunicado conjunto alegando que Navalny foi envenenado. Segundo eles, exames feitos no corpo do opositor mostraram a presença de epibatidina, uma toxina proveniente de sapos venenosos da América do Sul e que não é encontrada naturalmente na Rússia. A declaração dos aliados europeus ocorreu em fevereiro de 2026, quase dois anos após a morte de Navalny. Eles argumentaram que Moscou tinha o motivo e os meios para administrar o veneno, já que o opositor morreu na prisão. Na época, a viúva de Alexei Navalny, Yulia Navalnaya, pediu que Putin fosse responsabilizado pela morte de seu marido. O apelo foi feito durante um discurso na Conferência de Munique, fórum debates sobre política externa, defesa e segurança internacional que reuniu 40 chefes de estado. Desde março de 2023, Putin é alvo de um mandado de prisão emitido pelo Tribunal Penal Internacional por conta de um outro caso, relacionado à guerra contra a Ucrânia. Ele foi acusado de deportar ilegalmente para a Rússia crianças ucranianas que moravam nos territórios ocupados pelas tropas de Moscou. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/russia-prende-homem-que-doou-us-10-a-fundacao-de-navalny
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