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Inaugurada em 1994, a atração tem 22 metros de altura, percurso de 730 metros, velocidade máxima de 60 km/h e dois loopings. Segundo o parque, cerca de 35 milhões de pessoas já passaram por ela desde a estreia.
A aposentadoria acontece em meio à maior transformação já planejada pelo Beto Carrero. O parque trabalha com um programa de 2 bilhões de reais em investimentos, dividido entre novas atrações e a construção de hotéis e outras estruturas no entorno.
A Star Mountain será desmontada e o terreno dará espaço a uma nova área temática, ainda mantida em sigilo.
“Chega uma hora que ela chega muito próximo ao limite. Tem uma hora que os cuidados teriam que ser muito, muito grandes. A gente não quer ter uma atração que não tenha um selo homologado”, diz Alex Murad, CEO do Beto Carrero World.
Segundo ele, a recomendação de aposentadoria veio após o acompanhamento técnico da atração ao longo dos anos.
O espaço, porém, não ficará vazio. Murad afirma que a nova área será maior do que a área da Galinha Pintadinha, terá foco no público familiar e já está contratada. O projeto faz parte de uma estratégia para aumentar a presença de atrações voltadas a famílias com crianças, enquanto o parque também mantém brinquedos radicais no portfólio.
A idade da montanha-russa ajuda a explicar a decisão. Quando ela foi instalada, no início dos anos 1990, a fabricação de trilhos e estruturas de montanhas-russas tinha processos diferentes dos atuais.
Segundo Murad, parte desse trabalho era mais artesanal. Hoje, projetos são desenvolvidos digitalmente e fabricados por máquinas com maior precisão. Na prática, isso interfere principalmente na suavidade do percurso.
“A tripidação é uma coisa que incomodava a gente na Star”, diz Murad. “Ela é mais velhinha, então tem que se aposentar.”
O CEO afirma que o parque acompanha certificações internacionais para suas atrações. Uma delas é feita pela TÜV, grupo alemão que atua na inspeção e certificação de equipamentos e instalações.
Segundo Murad, manter a Star por mais tempo exigiria cuidados cada vez maiores, ao mesmo tempo em que algumas certificações poderiam deixar de ser aplicáveis à estrutura.
“Foi aconselhado para a gente: ‘Alex, está na hora’. Eles vêm acompanhando ela desde o começo e a gente chegou à conclusão de que ela precisa se aposentar”, afirma.
A aposentadoria também resolve outra necessidade do parque: liberar uma área para a próxima etapa de expansão.
“Ela vai sair dali porque ali a gente vai ter uma grande expansão”, diz Murad. “Vai ser uma área temática maior que a da Galinha e muito bem estruturada. Todas as coisas já estão contratadas, a coisa já está andando.”
Star Mountain em números
A Star Mountain estreou em 1994, três anos depois da inauguração do Beto Carrero World, em Penha, no litoral de Santa Catarina.
Fabricada pela Vekoma, empresa holandesa especializada em montanhas-russas, a atração rapidamente passou a ocupar espaço no material de divulgação do parque.
Murad lembra que a estrutura aparecia ao lado do próprio Beto Carrero em campanhas antigas. “Se você pega qualquer material nosso antigo, tinha a montanha com meu pai no meio”, diz.
Os números ajudam a dimensionar o uso da estrutura.
A Star Mountain faz até 15 voltas por hora e, segundo informações fornecidas pelo parque, pode transportar em média 360 pessoas nesse intervalo. Em um dia, são cerca de 2.880 passageiros.
A estimativa do Beto Carrero é que aproximadamente 35 milhões de pessoas tenham passado pela atração desde a inauguração.
“Para os fãs tem uma nostalgia e é até um momento triste”, diz Murad.
O parque prepara uma despedida para 13 de setembro. A ideia, segundo o CEO, é marcar formalmente o encerramento da atração e preservar alguma lembrança da Star Mountain dentro do complexo.
Outra montanha-russa reabre
Enquanto uma montanha-russa se despede, outra passa por uma reforma para continuar funcionando.
A Fire Whip reabre em 3 de setembro, dez dias antes da última operação da Star Mountain, depois de permanecer cerca de três meses fechada.
O Beto Carrero investiu mais de 24 milhões de reais na reforma. A intervenção incluiu a substituição dos 502 metros de trilhos, além de mudanças em sistemas eletrônicos, sensores e freios.
Os novos trilhos foram produzidos na Alemanha e transportados até o Brasil. Segundo Murad, o objetivo principal foi manter o percurso e a velocidade da montanha-russa, mas reduzir a trepidação. “Ela tem o mesmo nível de adrenalina, só que não tem o nível de tripidação”, diz o CEO. “A gente fez um retrofit geral na parte eletrônica, de freio, de sensores. Então ela vem como se fosse uma montanha nova.”
A Fire Whip foi inaugurada como a primeira montanha-russa invertida do Brasil. Entre 3 e 13 de setembro, as duas atrações funcionarão simultaneamente: a Fire Whip em sua nova fase e a Star Mountain em seus últimos dias.
O que vai entrar no lugar da Star Mountain?
O Beto Carrero ainda não revela o nome da área temática que substituirá a Star Mountain. Murad, porém, antecipou alguns detalhes.
O projeto será maior do que a área da Galinha Pintadinha e será direcionado ao público familiar. As atrações já foram contratadas e o desenvolvimento está em andamento.
Segundo o CEO, a nova área ficará pronta antes da área dedicada ao personagem Bob Esponja, outro projeto já anunciado pelo parque.
A estratégia mostra uma mudança no equilíbrio das atrações. O Beto Carrero quer ampliar o número de experiências que possam ser usadas por crianças, pais e adolescentes juntos. “A montanha-russa do BoB Esponja, por exemplo, é para família. É uma família apimentada”, diz Murad ao definir uma das futuras atrações. “Ela não vai decepcionar o adolescente e vai deixar o pequenininho andar também.”
A mudança também acompanha um movimento visto em grandes grupos internacionais de entretenimento. Parques que historicamente dependeram de atrações radicais passaram a investir mais em propriedades intelectuais e experiências para crianças menores, numa tentativa de trazer a família inteira para o complexo.
No Beto Carrero, Murad afirma que esse sempre foi um princípio defendido por seu pai.
“Meu pai sempre falava para trazer a família, não ser um parque de adolescentes que as famílias mandam para lá”, diz. “É um parque que todo mundo pode ir.”
Depois de 32 anos e aproximadamente 35 milhões de passageiros, a Star Mountain sai justamente para abrir terreno para uma das áreas que deverão definir a próxima fase do complexo.
“Todo mundo tem uma história”, diz Murad. “Durante muitos anos, ela foi a cara do Beto Carrero.”
Beto Carrero fecha montanha-russa mais antigaStar Mountain, inaugurada em 1994, já recebeu 35 milhões de passageiros e será retirada para dar lugar a uma nova área temáticaBrasil2026-08-17T17:15:30.648ZA Star Mountain, primeira montanha-russa do Beto Carrero World e a mais antiga ainda em operação no parque, Inaugurada em 1994, a atração tem 22 metros de altura, percurso de 730 metros, velocidade máxima de 60 km/h e dois loopings. Segundo o parque, cerca de 35 milhões de pessoas já passaram por ela desde a estreia. A aposentadoria acontece em meio à maior transformação já planejada pelo Beto Carrero. O parque trabalha com um programa de 2 bilhões de reais em investimentos, dividido entre novas atrações e a construção de hotéis e outras estruturas no entorno. A Star Mountain será desmontada e o terreno dará espaço a uma nova área temática, ainda mantida em sigilo. “Chega uma hora que ela chega muito próximo ao limite. Tem uma hora que os cuidados teriam que ser muito, muito grandes. A gente não quer ter uma atração que não tenha um selo homologado”, diz Alex Murad, CEO do Beto Carrero World. Segundo ele, a recomendação de aposentadoria veio após o acompanhamento técnico da atração ao longo dos anos. O espaço, porém, não ficará vazio. Murad afirma que a nova área será maior do que a área da Galinha Pintadinha, terá foco no público familiar e já está contratada. O projeto faz parte de uma estratégia para aumentar a presença de atrações voltadas a famílias com crianças, enquanto o parque também mantém brinquedos radicais no portfólio. Por que a Star Mountain vai fechar A idade da montanha-russa ajuda a explicar a decisão. Quando ela foi instalada, no início dos anos 1990, a fabricação de trilhos e estruturas de montanhas-russas tinha processos diferentes dos atuais. Segundo Murad, parte desse trabalho era mais artesanal. Hoje, projetos são desenvolvidos digitalmente e fabricados por máquinas com maior precisão. Na prática, isso interfere principalmente na suavidade do percurso. “A tripidação é uma coisa que incomodava a gente na Star”, diz Murad. “Ela é mais velhinha, então tem que se aposentar.” O CEO afirma que o parque acompanha certificações internacionais para suas atrações. Uma delas é feita pela TÜV, grupo alemão que atua na inspeção e certificação de equipamentos e instalações. Segundo Murad, manter a Star por mais tempo exigiria cuidados cada vez maiores, ao mesmo tempo em que algumas certificações poderiam deixar de ser aplicáveis à estrutura. “Foi aconselhado para a gente: ‘Alex, está na hora’. Eles vêm acompanhando ela desde o começo e a gente chegou à conclusão de que ela precisa se aposentar”, afirma. A aposentadoria também resolve outra necessidade do parque: liberar uma área para a próxima etapa de expansão. “Ela vai sair dali porque ali a gente vai ter uma grande expansão”, diz Murad. “Vai ser uma área temática maior que a da Galinha e muito bem estruturada. Todas as coisas já estão contratadas, a coisa já está andando.” Star Mountain em números A Star Mountain estreou em 1994, três anos depois da inauguração do Beto Carrero World, em Penha, no litoral de Santa Catarina. Fabricada pela Vekoma, empresa holandesa especializada em montanhas-russas, a atração rapidamente passou a ocupar espaço no material de divulgação do parque. Murad lembra que a estrutura aparecia ao lado do próprio Beto Carrero em campanhas antigas. “Se você pega qualquer material nosso antigo, tinha a montanha com meu pai no meio”, diz. Os números ajudam a dimensionar o uso da estrutura. A Star Mountain faz até 15 voltas por hora e, segundo informações fornecidas pelo parque, pode transportar em média 360 pessoas nesse intervalo. Em um dia, são cerca de 2.880 passageiros. A estimativa do Beto Carrero é que aproximadamente 35 milhões de pessoas tenham passado pela atração desde a inauguração. “Para os fãs tem uma nostalgia e é até um momento triste”, diz Murad. O parque prepara uma despedida para 13 de setembro. A ideia, segundo o CEO, é marcar formalmente o encerramento da atração e preservar alguma lembrança da Star Mountain dentro do complexo. Outra montanha-russa reabre Enquanto uma montanha-russa se despede, outra passa por uma reforma para continuar funcionando. A Fire Whip reabre em 3 de setembro, dez dias antes da última operação da Star Mountain, depois de permanecer cerca de três meses fechada. O Beto Carrero investiu mais de 24 milhões de reais na reforma. A intervenção incluiu a substituição dos 502 metros de trilhos, além de mudanças em sistemas eletrônicos, sensores e freios. Os novos trilhos foram produzidos na Alemanha e transportados até o Brasil. Segundo Murad, o objetivo principal foi manter o percurso e a velocidade da montanha-russa, mas reduzir a trepidação. “Ela tem o mesmo nível de adrenalina, só que não tem o nível de tripidação”, diz o CEO. “A gente fez um retrofit geral na parte eletrônica, de freio, de sensores. Então ela vem como se fosse uma montanha nova.” A Fire Whip foi inaugurada como a primeira montanha-russa invertida do Brasil. Entre 3 e 13 de setembro, as duas atrações funcionarão simultaneamente: a Fire Whip em sua nova fase e a Star Mountain em seus últimos dias. O que vai entrar no lugar da Star Mountain? O Beto Carrero ainda não revela o nome da área temática que substituirá a Star Mountain. Murad, porém, antecipou alguns detalhes. O projeto será maior do que a área da Galinha Pintadinha e será direcionado ao público familiar. As atrações já foram contratadas e o desenvolvimento está em andamento. Segundo o CEO, a nova área ficará pronta antes da área dedicada ao personagem Bob Esponja, outro projeto já anunciado pelo parque. A estratégia mostra uma mudança no equilíbrio das atrações. O Beto Carrero quer ampliar o número de experiências que possam ser usadas por crianças, pais e adolescentes juntos. “A montanha-russa do BoB Esponja, por exemplo, é para família. É uma família apimentada”, diz Murad ao definir uma das futuras atrações. “Ela não vai decepcionar o adolescente e vai deixar o pequenininho andar também.” A mudança também acompanha um movimento visto em grandes grupos internacionais de entretenimento. Parques que historicamente dependeram de atrações radicais passaram a investir mais em propriedades intelectuais e experiências para crianças menores, numa tentativa de trazer a família inteira para o complexo. No Beto Carrero, Murad afirma que esse sempre foi um princípio defendido por seu pai. “Meu pai sempre falava para trazer a família, não ser um parque de adolescentes que as famílias mandam para lá”, diz. “É um parque que todo mundo pode ir.” Depois de 32 anos e aproximadamente 35 milhões de passageiros, a Star Mountain sai justamente para abrir terreno para uma das áreas que deverão definir a próxima fase do complexo. “Todo mundo tem uma história”, diz Murad. “Durante muitos anos, ela foi a cara do Beto Carrero.”São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/beto-carrero-vai-fechar-montanha-russa-mais-antiga