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Quem é o piloto que lutou com homem que atacou voo

Mesmo ferido, Smit Machchhar conseguiu abrir cabine de comando, permitindo que passageiros contivessem o agressor

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SBT News, com informações da Reuters
Piloto Smit Machchhar, da companhia aérea Flydubai | Reprodução/Reuters

Piloto Smit Machchhar, da companhia aérea Flydubai | Reprodução/Reuters

O piloto que está sendo exaltado como um herói por conseguir manter o controle do voo FZ1073, da companhia aérea Flydubai, após ser atacado com uma faca por seu copiloto é o capitão indiano Smit Machchhar.

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A aeronave, que transportava 174 pessoas, partiu do Aeroporo Internacional de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, na manhã de quarta-feira (30), com destino ao aeroporto Ben Gurion, na capital de Israel, Tel Aviv.

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Quando o avião passava pelo espaço aéreo da Jordânia, o copiloto, que foi identificado como um cidadão de Omã, atacou Machchhar com uma faca. Mesmo ferido, o capitão conseguiu lutar contra o agressor e acionar o dispositivo para abrir a porta da cabine de comando, o que permitiu que passageiros entrassem no local e contivessem o homem responsável pelo ataque.

Outros dois pilotos que estavam a bordo conseguiram pousar a aeronave no aeroporto de Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita.

Machchhar está internado em um hospital saudita em Tabuk. De acordo com a embaixada indiana em Riade, seu estado de saúde é estável. Seus pais viajaram à Arábia Saudita para acompanhá-lo na recuperação.

Elogios de autoridades

No mesmo dia do ataque, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, usou as redes sociais para desejar "uma recuperação rápida e completa" ao capitão, a quem descreveu como "um verdadeiro herói", que apresentou "bravura extraordinária".

"Apesar de ter sido esfaqueado e gravemente ferido, ele reagiu, resistiu, abriu a porta da cabine de pilotagem e permitiu que passageiros e tripulação dominassem o agressor — evitando um desastre catastrófico em pleno voo", escreveu Netanyahu. "Ele salvou as vidas de 174 pessoas, incluindo cidadãos israelenses e outras nacionalidades", acrescentou.

Ele também foi elogiado pelo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. "Para todos os indianos, este feito de Smit [Machchhar] nos enche de orgulho. Hoje, também conversei com seu pai, Bhupendra, sua mãe, Gita, e sua esposa, Sonal. Ele está atualmente em tratamento. Hoje, o mundo inteiro se orgulha dele", disse o governante à imprensa indiana durante um evento nesta quinta-feira (1°).

Anos de experiência

Machchhar nasceu na cidade indiana de Mumbai, onde seus pais moram até hoje. Ainda jovem, começou a estudar administração para ajudar no negócio têxtil de sua família. Após participar de um seminário sobre aviação, mudou de ideia e decidiu ingressar na carreira de piloto.

Em 2011, entrou na SpiceJet, uma companhia aérea indiana. De acordo com seu perfil no Linkedin, ele soma 9.750 horas em experiência de voo, inclusive mais de 6.400 horas como piloto em comando. São mais de 13 anos em viagens comerciais com aviões Boeing 737.

Ela já era um piloto experiente quando foi contratado pela Flydubai, em 2022. Durante uma participação em um podcast ocorrida em 2025, Machchhar disse que seu primeiro voo comercial foi assustador devido ao fato de ser responsável pela vida de outras pessoas, mas acrescentou que aprendeu a lidar com essa pressão no decorrer dos anos.

Seu antigo empregador, a SpiceJet, emitiu um comunicado após o incidente dessa quarta-feira (30). No texto, o capitão foi descrito como um "herói" que salvou "inúmeras vidas".

A agência de notícias AFP entrevistou amigos da família de Machchhar, que elogiaram sua bravura. "Estamos orgulhosos dele por sua natureza, por sua coragem. Ele salvou vidas quando ele mesmo estava em perigo. E fez isso no ar, controlou o avião depois de ter sido ferido", disse o vizinho Laxmikant Joshi.

O copiloto responsável pelo ataque está preso na Arábia Saudita. As autoridades de Israel, Riade e Abu Dabi investigam o caso.

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