Déficit público foi de 9,2% do PIB no 2º trimestre
Resultado negativo de União, estados e municípios piora ante os 8,8% do PIB registrados no mesmo período de 2025 e soma R$ 315,6 bilhões; juros pressionam
Caio Barcellos
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil - 10.07.2026
O governo geral (União, estados e municípios) registrou necessidade líquida de financiamento de R$ 315,6 bilhões no 2º trimestre de 2026, equivalente a 9,21% do Produto Interno Bruto (PIB) do período. Um ano antes, o resultado negativo havia sido de R$ 281,9 bilhões, ou 8,81% do PIB.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (1) pelo Tesouro Nacional no Boletim de Estatísticas Fiscais do Governo Geral. O indicador mostra quanto as despesas do setor público superaram as receitas no trimestre, considerando também os gastos com juros e os investimentos.
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A receita do governo geral somou R$ 1,376 trilhão, alta nominal de 12,41% em relação ao 2º trimestre de 2025. Já as despesas alcançaram R$ 1,692 trilhão, crescimento de 12,33%. Como proporção do PIB, as receitas passaram de 38,26% para 40,18%, enquanto as despesas avançaram de 47,07% para 49,39%.
Apesar de receita e despesa terem crescido em ritmo semelhante em valores nominais, os gastos com juros tiveram avanço mais acentuado. A despesa nessa rubrica subiu 25,2%, de R$ 299,6 bilhões para R$ 375,1 bilhões. Em proporção do PIB, passou de 9,36% para 10,95%.
Segundo o Tesouro, o aumento reflete o custo de carregamento da dívida pública em um período de juros elevados. Descontadas as receitas e despesas com juros, a necessidade líquida de financiamento primária caiu de R$ 65,8 bilhões no 2º trimestre de 2025 para R$ 46,6 bilhões no mesmo período de 2026.
O governo central registrou necessidade de financiamento de R$ 331,4 bilhões, equivalente a 9,67% do PIB, enquanto os governos estaduais tiveram resultado negativo de R$ 19,2 bilhões, ou 0,56% do PIB.
Os municípios seguiram na direção oposta e apresentaram capacidade de financiamento de R$ 35 bilhões, equivalente a 1,02% do PIB.
O investimento líquido do governo geral também cresceu no período, de R$ 2,5 bilhões para R$ 18,2 bilhões. Como proporção do PIB, passou de 0,08% para 0,53%.
A expansão veio principalmente de estados e municípios, com investimentos líquidos equivalentes a 0,33% e 0,20% do PIB, respectivamente.
O governo central registrou taxa negativa de 0,01%, o que significa que a depreciação dos ativos públicos superou ligeiramente os novos investimentos considerados nessa conta.
Déficit público foi de 9,2% do PIB no 2º trimestreResultado negativo de União, estados e municípios piora ante os 8,8% do PIB registrados no mesmo período de 2025 e soma R$ 315,6 bilhões; juros pressionamEconomia2026-10-01T13:49:55.098ZO governo geral (União, estados e municípios) registrou necessidade líquida de financiamento de R$ 315,6 bilhões no 2º trimestre de 2026, equivalente a 9,21% do Produto Interno Bruto (PIB) do período. Um ano antes, o resultado negativo havia sido de R$ 281,9 bilhões, ou 8,81% do PIB. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (1) pelo Tesouro Nacional no Boletim de Estatísticas Fiscais do Governo Geral. O indicador mostra quanto as despesas do setor público superaram as receitas no trimestre, considerando também os gastos com juros e os investimentos. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique Juros alto pressionam A receita do governo geral somou R$ 1,376 trilhão, alta nominal de 12,41% em relação ao 2º trimestre de 2025. Já as despesas alcançaram R$ 1,692 trilhão, crescimento de 12,33%. Como proporção do PIB, as receitas passaram de 38,26% para 40,18%, enquanto as despesas avançaram de 47,07% para 49,39%. Apesar de receita e despesa terem crescido em ritmo semelhante em valores nominais, os gastos com juros tiveram avanço mais acentuado. A despesa nessa rubrica subiu 25,2%, de R$ 299,6 bilhões para R$ 375,1 bilhões. Em proporção do PIB, passou de 9,36% para 10,95%. Segundo o Tesouro, o aumento reflete o custo de carregamento da dívida pública em um período de juros elevados. Descontadas as receitas e despesas com juros, a necessidade líquida de financiamento primária caiu de R$ 65,8 bilhões no 2º trimestre de 2025 para R$ 46,6 bilhões no mesmo período de 2026. + União concentra resultado negativo O governo central registrou necessidade de financiamento de R$ 331,4 bilhões, equivalente a 9,67% do PIB, enquanto os governos estaduais tiveram resultado negativo de R$ 19,2 bilhões, ou 0,56% do PIB. Os municípios seguiram na direção oposta e apresentaram capacidade de financiamento de R$ 35 bilhões, equivalente a 1,02% do PIB. + União investe menos O investimento líquido do governo geral também cresceu no período, de R$ 2,5 bilhões para R$ 18,2 bilhões. Como proporção do PIB, passou de 0,08% para 0,53%. A expansão veio principalmente de estados e municípios, com investimentos líquidos equivalentes a 0,33% e 0,20% do PIB, respectivamente. O governo central registrou taxa negativa de 0,01%, o que significa que a depreciação dos ativos públicos superou ligeiramente os novos investimentos considerados nessa conta.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/deficit-publico-foi-de-9-2-do-pib-no-2-trimestre