Copiloto que atacou em voo para Israel teria agido sozinho
Israel, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita realizam investigações para esclarecer circunstâncias do incidente
SBT News, com informações da Reuters
Boeing 737 da companhia aérea Flydubai que pousou na Arábia Saudita após um ataque perpetrado pelo copiloto | Reprodução/Reuters
O governo de Israel informou nesta quinta-feira (1°) que está realizando uma investigação para determinar a motivação do homem que fez um ataque no voo FZ1073 da companhia aérea Flydubai, em uma aparente tentativa de derrubar o avião. Informações iniciais apontam que ele teria agido sozinho.
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A aeronave se locomovia de Dubai para Tela Aviv, quando o copiloto, que foi identificado como um cidadão de Omã, atacou o piloto com uma faca. Mesmo ferido, ele conseguiu destrancar a porta da cabine de comando, permitindo que passageiros contivessem o agressor e que uma tripulação reserva que estava a bordo pousasse o avião no aeroporto de Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita.
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A informação de que o copiloto teria agido sozinho foi compartilhada por dois oficiais de segurança israelenses ouvidos pela agência de notícias Reuters. O enviado de Israel aos Emirados Árabes Unidos, Yossi Shelley, disse que é muito cedo para tirar conclusões e que nenhuma motivação foi determinada. Outro funcionário do governo de Tel Aviv afirmou que os serviços de inteligência Mossad e Shin Bet também apuram o incidente, mas que seu país não está recebendo todas as informações solicitadas junto aos sauditas
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que também há uma investigação em curso na Arábia Saudita. O gabinete de imprensa do governo saudita não respondeu de imediato a um pedido de comentário.
Netanyahu deu uma entrevista sobre o caso à emissora de televisão Fox News, dos Estados Unidos. Ao ser questionado se havia algum indício de envolvimento iraniano, ele respondeu que era muito cedo para afirmar isso. "Vamos investigar a fundo esse ataque, se o autor teve cúmplices, se o Irã estava por trás disso. Acho que descobriremos muito em breve", explicou.
Os dois oficiais de segurança israelenses disseram que não houve a identificação de nenhum envolvimento iraniano até o momento. Segundo o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, informações preliminares indicam que o copiloto, descrito como um terrorista, tinha a intenção de derrubar o avião.
A agência de notícias estatal dos Emirados Árabes Unidos informou nessa quinta-feira (1°) que o país iniciou uma investigação para esclarecer as circunstâncias do ataque e determinar "se o incidente estava ligado a alguma atividade ou propósito terrorista, ou se envolveu planejamento ou direção prévios."
Embora o avião, que transportava mais de 170 passageiros, tenha pousado na Arábia Saudita, as autoridades dos Emirados Árabes Unidos têm jurisdição sobre o incidente porque é lá que a aeronave está registrada e voa sob sua bandeira. Além disso, a lei do país se aplica a crimes cometidos a bordo, mesmo que ocorram fora de seu território.
O aeroporto de Tabuk comunicou que tanto o copiloto responsável pela agressão quanto o piloto do avião, um cidadão indiano chamado Smit Machchhar, foram hospitalizados.
Machchhar foi elogiado tanto por Netanyahu quanto pelo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. O consulado indiano nos Emirado Árabes informou que o embaixador da Índia no país se reuniu com a família do piloto, dando atualizações sobre seu estado de saúde e recuperação.
Na quarta-feira (30), a companhia aérea Flydubai disse que as razões subjacentes ao incidente permanecem desconhecidas e alertou contra "especulações prematuras".
O incidente aumentou os temores de segurança em Israel semanas antes das primeiras eleições desde os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, com a segurança desempenhando um papel de destaque na campanha.
Copiloto que atacou em voo para Israel teria agido sozinhoIsrael, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita realizam investigações para esclarecer circunstâncias do incidenteMundo2026-10-01T13:28:21.141ZO governo de Israel informou nesta quinta-feira (1°) que está realizando uma investigação para determinar a motivação do homem que fez um ataque no voo FZ1073 da companhia aérea Flydubai, em uma aparente tentativa de derrubar o avião. Informações iniciais apontam que ele teria agido sozinho. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique A aeronave se locomovia de Dubai para Tela Aviv, quando o copiloto, que foi identificado como um cidadão de Omã, atacou o piloto com uma faca. Mesmo ferido, ele conseguiu destrancar a porta da cabine de comando, permitindo que passageiros contivessem o agressor e que uma tripulação reserva que estava a bordo pousasse o avião no aeroporto de Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita. A informação de que o copiloto teria agido sozinho foi compartilhada por dois oficiais de segurança israelenses ouvidos pela agência de notícias Reuters. O enviado de Israel aos Emirados Árabes Unidos, Yossi Shelley, disse que é muito cedo para tirar conclusões e que nenhuma motivação foi determinada. Outro funcionário do governo de Tel Aviv afirmou que os serviços de inteligência Mossad e Shin Bet também apuram o incidente, mas que seu país não está recebendo todas as informações solicitadas junto aos sauditas O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que também há uma investigação em curso na Arábia Saudita. O gabinete de imprensa do governo saudita não respondeu de imediato a um pedido de comentário. Netanyahu deu uma entrevista sobre o caso à emissora de televisão Fox News, dos Estados Unidos. Ao ser questionado se havia algum indício de envolvimento iraniano, ele respondeu que era muito cedo para afirmar isso. "Vamos investigar a fundo esse ataque, se o autor teve cúmplices, se o Irã estava por trás disso. Acho que descobriremos muito em breve", explicou. Os dois oficiais de segurança israelenses disseram que não houve a identificação de nenhum envolvimento iraniano até o momento. Segundo o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, informações preliminares indicam que o copiloto, descrito como um terrorista, tinha a intenção de derrubar o avião. Investigação na Arábia Saudita A agência de notícias estatal dos Emirados Árabes Unidos informou nessa quinta-feira (1°) que o país iniciou uma investigação para esclarecer as circunstâncias do ataque e determinar "se o incidente estava ligado a alguma atividade ou propósito terrorista, ou se envolveu planejamento ou direção prévios." Embora o avião, que transportava mais de 170 passageiros, tenha pousado na Arábia Saudita, as autoridades dos Emirados Árabes Unidos têm jurisdição sobre o incidente porque é lá que a aeronave está registrada e voa sob sua bandeira. Além disso, a lei do país se aplica a crimes cometidos a bordo, mesmo que ocorram fora de seu território. O aeroporto de Tabuk comunicou que tanto o copiloto responsável pela agressão quanto o piloto do avião, um cidadão indiano chamado Smit Machchhar, foram hospitalizados. Machchhar foi elogiado tanto por Netanyahu quanto pelo primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. O consulado indiano nos Emirado Árabes informou que o embaixador da Índia no país se reuniu com a família do piloto, dando atualizações sobre seu estado de saúde e recuperação. Na quarta-feira (30), a companhia aérea Flydubai disse que as razões subjacentes ao incidente permanecem desconhecidas e alertou contra "especulações prematuras". O incidente aumentou os temores de segurança em Israel semanas antes das primeiras eleições desde os ataques liderados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023, com a segurança desempenhando um papel de destaque na campanha. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/copiloto-que-atacou-em-voo-para-israel-teria-agido-sozinho
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