Sarampo: SP chega a 40 casos da doença e monitora situação
Três novos casos foram confirmados na capital; estado acompanha cadeias de transmissão e reforça vacinação

Casos de sarampo em SP. | Freepik
O estado de São Paulo chegou a 40 casos confirmados de sarampo neste ano, segundo atualização do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP). Foram confirmados três novos casos: dois homens, de 18 e 21 anos, e uma bebê de 1 ano, todos moradores da capital.
Os novos registros estão relacionados a cadeias de transmissão identificadas desde junho. Segundo o CVE-SP, o monitoramento realizado pelas equipes municipais e estadual aponta tendência de redução da transmissão.
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Em Guarulhos e São Bernardo do Campo, as autoridades acompanham a possibilidade de encerramento das cadeias relacionadas aos casos registrados nos municípios. Para que uma cadeia seja considerada interrompida, é necessário que passem 90 dias, ou 12 semanas, sem novos casos relacionados, contados a partir do início do exantema (as manchas na pele) do último caso confirmado.
Durante esse período, as equipes continuam investigando notificações suspeitas e realizando busca ativa de possíveis casos.
Até agora, mais de 1.700 notificações suspeitas foram descartadas em São Paulo. As ações de vigilância incluem rastreamento de contatos, análise laboratorial pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL) e, nos casos confirmados, sequenciamento genético do vírus com apoio da Fiocruz.
Capital concentra maioria dos casos
Dos 40 casos confirmados no estado, 36 são na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo, um em Guarulhos e um em Santo André.
Segundo o CVE-SP, cerca de 60% dos casos ocorreram em crianças menores de 2 anos, grupo considerado mais vulnerável à doença. Ao todo, 30 dos 40 pacientes não tinham registro de vacinação contra o sarampo ou apresentavam esquema vacinal incompleto.
Entre os três novos casos, o homem de 21 anos e a bebê de 1 ano têm registro de uma dose da vacina. O homem de 18 anos não possui registro de vacinação.
Nenhum dos 40 casos registrados no estado evoluiu para morte.
Como está a transmissão
A primeira cadeia de transmissão identificada em 2026, registrada entre março e abril e associada a dois casos importados, foi encerrada após 12 semanas sem novas ocorrências relacionadas.
Já as cadeias identificadas em junho, julho e agosto continuam sendo acompanhadas pelas autoridades de saúde.
O sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida principalmente por meio de partículas respiratórias. A transmissão pode ocorrer antes mesmo do aparecimento das manchas vermelhas características da doença.
O Brasil mantém o status de eliminação da transmissão endêmica do sarampo, apesar da confirmação de casos neste ano em São Paulo, Amazonas e Rio de Janeiro. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), o cenário no Brasil e em São Paulo é de transmissão limitada, com cadeias identificadas e medidas de contenção em andamento.
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Cobertura vacinal aumentou em 2026
Dados apresentados pelo Estado mostram que a cobertura da primeira dose da vacina contra o sarampo passou de 86,56% em abril para 93,24% em julho. A segunda dose subiu de 72,72% para 78,37% no mesmo período.
Durante a Campanha de Multivacinação realizada em setembro, foram aplicadas mais de 2,5 milhões de doses de vacinas contra o sarampo em todo o estado. Segundo o governo paulista, os dados ainda serão incorporados à atualização da cobertura vacinal.
A vacina está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde dos 645 municípios de São Paulo.
Quem deve se vacinar?
O esquema de vacinação contra o sarampo varia conforme a idade e a situação de cada pessoa:
- Crianças: primeira dose aos 12 meses e segunda aos 15 meses;
- De 15 meses a 29 anos: duas doses comprovadas, com intervalo mínimo de 30 dias;
- De 30 a 59 anos: pelo menos uma dose comprovada;
- Trabalhadores da saúde: duas doses comprovadas, independentemente da idade;
- Dose zero: indicada para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes em São Paulo, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André. A estratégia também pode ser adotada em ações de bloqueio, conforme avaliação da vigilância. A dose zero não substitui as doses de rotina, que devem ser aplicadas aos 12 e aos 15 meses.















