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Petróleo sobe quase 6% após ataques entre EUA e Irã

Irâ suspendeu as negociações com os estados Unidos após ataques de Israel no Líbano

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com informações da Reuters
01/06/2026, 14:46 • Atualizado em 01/06/2026, 14:46
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Tanques de armazenamento de petróleo são vistos em uma fotografia aérea no centro petrolífero de Cushing | REUTERS/Drone Base

Tanques de armazenamento de petróleo são vistos em uma fotografia aérea no centro petrolífero de Cushing | REUTERS/Drone Base

Os preços do petróleo dispararam nesta segunda-feira (1º), com altas superiores a US$ 4 por barril, após a escalada das tensões no Oriente Médio. O movimento ocorreu depois de novos ataques entre Irã e Estados Unidos e da decisão de Israel de ampliar sua ofensiva no Líbano contra o Hezbollah. Após os ataques, o Irã suspendeu as negociações com os EUA, informou a agância iraniana Tasnim

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Por volta das 10h45 (horário de Brasília), os contratos futuros do petróleo Brent avançavam US$ 4,70, ou quase 5%, negociados a US$ 95,65 por barril. Já o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, subia cerca de US$ 5, equivalente a 5,77%, para US$ 92,36 por barril.

A forte alta ocorre após um mês de maio marcado por perdas expressivas. No período, o Brent acumulou queda de cerca de 19%, enquanto o WTI recuou 17% — o pior desempenho mensal desde março de 2020, quando a pandemia de Covid-19 derrubou a demanda global por energia.

Os combates no Oriente Médio diminuíram as esperanças de que os EUA e o Irã pudessem anunciar em breve uma extensão de seu cessar-fogo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na sexta-feira que deve decidir em breve sobre uma proposta para estender a trégua. No entanto, qualquer acordo depende também de Israel, enquanto o Irã insiste que Hezbollah e Líbano sejam incluídos nas negociações. Segundo uma autoridade norte-americana, Washington propôs um plano de "redução gradual da escalada".

Outro fator que preocupa o mercado é a segurança no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa uma parcela significativa do petróleo e do gás comercializados no mundo. "Mesmo que se chegue a um acordo, ele não vai gerar uma enxurrada de suprimentos", disse o analista do IG, Tony Sycamore, em uma nota.

Um repórter da Axios disse no X na sexta-feira que o Irã havia lançado mais minas no estreito no início da semana passada.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse na segunda-feira que o atraso no processo diplomático para acabar com a guerra pode ser explicado pela falta de confiança, pelas posições contraditórias de Washington e pelos ataques de Israel ao Líbano.

As preocupações com a oferta superaram os dados econômicos do fim de semana da China, que mostraram a estagnação da atividade fabril. Isso aumentou as preocupações de que a segunda maior economia do mundo esteja perdendo força.

A Arábia Saudita provavelmente reduzirá seus preços oficiais de venda (OSPs) de petróleo bruto para a Ásia em julho, pelo segundo mês, segundo pesquisa da Reuters.

O Goldman Sachs disse no domingo (31) que a fraca demanda de petróleo na China e na Europa representa um grande risco de queda para sua previsão de petróleo Brent para o quarto trimestre, de US$90 por barril, e para a previsão do WTI, de US$ 83, embora as interrupções no fornecimento do Oriente Médio ainda possam elevar os preços.

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