Irã suspende negociação com EUA e pode bloquear Ormuz
Decisão foi tomada após ataques de Israel ao Líbano, diz agência de notícias iraniana



Danos em local de ataque israelense nos subúrbios de Beirute, em 28 de maio de 2026 | Raghed Waked/Reuters
A equipe de negociação do Irã suspendeu as negociações com os Estados Unidos através de mediadores por causa dos ataques de Israel no Líbano, informou nesta segunda-feira (1º) a agência de notícias iraniana Tasnim.
A agência afirmou que o Irã e a Frente de Resistência, que inclui seus aliados xiitas no Iêmen, Líbano e Iraque, estabeleceram uma agenda para bloquear completamente o Estreito de Ormuz e ativar outras frentes, incluindo o Estreito de Bab el-Mandeb, a fim de "punir" Israel e seus apoiadores.
Se os houthis, aliados do Irã no Iêmen, abrirem uma nova frente no conflito, um alvo seria o Estreito de Bab el-Mandeb, na costa do Iêmen, um ponto crucial para a navegação e uma passagem estreita que controla o tráfego marítimo em direção ao Canal de Suez.
"A violação em uma frente é uma violação do cessar-fogo em todas as frentes. EUA e Israel são responsáveis pelas consequências de qualquer violação", disse o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, referindo-se às operações israelenses no Líbano.
A guerra iniciada por EUA e Israel em 28 de fevereiro matou milhares de pessoas, principalmente no Irã e no Líbano. A situação também causou prejuízos econômicos globais, elevando os preços da energia, principalmente por causa do Estreito de Ormuz, uma rota vital para o abastecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito.
"A cessação imediata das operações militares agressivas e brutais do regime sionista em Gaza e no Líbano, bem como a necessidade da retirada completa do regime das áreas ocupadas no Líbano, foram enfatizadas por autoridades e negociadores iranianos. Não haverá negociações até que as posições do Irã e da resistência sobre essa questão sejam atendidas", acrescentou a agência Tasnim.















