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Porta-aviões dos EUA chega ao Caribe e aumenta pressão sobre Cuba

USS Nimitz, que passou pelo Brasil, está acompanhado de destróier e navio de suprimentos; EUA indiciaram ex-presidente cubano Raúl Castro nesta quarta (20)

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Porta-aviões USS Nimitz e embarcações em alto-mar | Reprodução/X
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Os Estados Unidos comunicaram nesta quarta-feira (20) que o porta-aviões USS Nimitz chegou ao Caribe depois de passar pela América do Sul para exercício conjunto com a Marinha do Brasil na costa do Rio de Janeiro.

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Em publicação no X, o Comando Militar do Sul dos EUA informou que a embarcação está acompanhada de um destróier de mísseis guiados e um navio de suprimentos. O USS Nimitz comporta cerca de 64 aviões.

“Bem-vindos ao Caribe, grupo de ataque do porta-aviões Nimitz! O porta-aviões USS Nimitz (CVN 68), o Grupo Aéreo Embarcado 17 (CVW-17), o USS Gridley (DDG 101) e o USNS Patuxent (T-AO 201) são o epítome de prontidão e presença, alcance e letalidade incomparáveis, e vantagem estratégica”, disse o braço de operações militares dos EUA na América Central, América do Sul e Caribe.

O atracamento na região caribenha ocorre no momento em que a Casa Branca de Donald Trump pressiona o governo de Cuba em diferentes frentes. Uma delas é a judicial: o ex-presidente cubano Raúl Castro, de 94 anos, foi indiciado nesta quarta pelos EUA por um episódio ocorrido em 1996, quando aviões civis operados por um grupo de exilados cubanos foram abatidos por caças de Cuba e deixaram quatro mortos, sendo três americanos.

A principal estratégia, porém, tem sido econômica. Os EUA impuseram efetivamente um bloqueio a Cuba, ameaçando sancionar países que forneçam combustível ao país. O embargo tem provocado cortes de energia e desabastecimento geral na ilha.

O atual presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, tem reiterado que o país não é uma ameaça aos EUA e que o indiciamento contra Raúl Castro é uma “ação política sem qualquer fundamento jurídico" para fundamentar uma invasão da ilha.

Também nesta quarta, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, divulgou uma mensagem em espanhol direcionada ao povo cubano em que promete estabelecer uma "nova relação" entre os dois países – os pais de Rubio fugiram de Cuba após a revolução que derrubou o governo de Fulgencio Batista e inaugurou a era de Fidel e Raúl Castro.

Rubio também anunciou uma oferta de US$ 100 milhões em alimentos e medicamentos destinados ao povo cubano. Segundo ele, os recursos deveriam ser distribuídos pela Igreja Católica ou por organizações consideradas confiáveis pelos EUA.

O governo americano havia anunciado que a operação conjunta no Brasil era a última do USS Nimitz, que opera desde 1975. Conforme o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Trump afirmou em reunião bilateral que não atacaria a ilha. O republicano tem dito que acredita em uma solução diplomática apesar do endurecimento sobre Havana.

"Cuba está nos ligando. Eles precisam de ajuda. Cuba é uma nação fracassada", disse Trump a jornalistas na Casa Branca na manhã desta quarta.

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