Presidente do PL nega ultimato de 15 dias para reavaliar candidatura de Flávio Bolsonaro
Valdemar Costa Neto diz que se referia ao período necessário para o pré-candidato se recuperar nas pesquisas do desgaste por relação com Daniel Vorcaro


SBT News
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, negou nesta quarta-feira (20) ter estipulado um prazo de 15 dias para reavaliar se mantém a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. O prazo havia sido divulgado mais cedo em reportagem do jornal O Globo sobre as avaliações internas de integrantes do partido.
Conforme Valdemar, o período se referia, na realidade, ao que acredita ser necessário para Flávio se recuperar nas pesquisas de intenção de voto passado o baque inicial das revelações de proximidade com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master. Valdemar disse que a avaliação foi noticiada de forma “oportunista e distorcida”.
“A verdade é simples: o que veremos nos próximos dias será o crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas e o fortalecimento de sua imagem junto à população. Isso, sim, deverá incomodar os oportunistas de plantão que vivem da distorção e da má-fé", afirmou em nota.
Pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada na terça (19) mostra que as intenções de voto do filho "Zero Um" do ex-presidente Jair Bolsonaro em um eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caíram 6 pontos percentuais, com o petista vencendo por 48,9% a 41,8%.
Reação da campanha
Como mostrou o SBT News, aliados defendem que Flávio saia do imobilismo e reaja à crise, com troca da equipe de comunicação e o anúncio de integrantes de uma eventual equipe econômica de cunho liberal.
Se a estratégia inicial era “jogar parado” durante a pré-campanha, apostando no derretimento da popularidade de Lula, a conjuntura impôs uma mudança de rota.
O coordenador-geral da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), por exemplo, afirmava em conversas reservadas que o plano de governo deveria ser adiado ao máximo, para que o país discutisse o governo Lula, e não um eventual governo Flávio. Agora, pílulas do documento devem ser divulgadas ao longo das próximas semanas.
Nesta quarta-feira (20), Flávio fez um giro pela Faria Lima em busca de tranquilizar empresários e operadores do mercado financeiro, que veem a pré-candidatura mais forte do campo da direita ameaçada. O terremoto político se deu com a confirmação de que o senador pediu dinheiro ao dono do Master para bancar um filme em homenagem ao pai, e se encontrou com o banqueiro na casa dele mesmo após sua prisão.
Para “segurar” o apoio dos evangélicos, o senador ainda confirmou presença na Marcha para Jesus do Rio de Janeiro, seu reduto eleitoral, prevista para o próximo sábado (23). Em junho, ele estará na edição paulistana do encontro religioso.









