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Opositora venezuelana María Corina Machado faz primeira aparição pública em 11 meses

Política viajou até Oslo, na Noruega, para receber o Prêmio Nobel da Paz

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Reuters
11/12/2025, 08:21 • Atualizado em 11/12/2025, 08:21
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Líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, na varanda do Grand Hotel em Oslo | Reuters

Líder da oposição venezuelana Maria Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, na varanda do Grand Hotel em Oslo | Reuters

A líder da oposição venezuelana María Corina Machado apareceu em Oslo na madrugada desta quinta-feira (11). Ela viajou à capital norueguesa para a cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz, mas não chegou a tempo.

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A engenheira de 58 anos, opositora do governo de Nicolás Maduro, havia deixado secretamente a Venezuela rumo a Oslo, desafiando uma proibição de viagem de uma década imposta pelas autoridades de seu país natal e após passar mais de um ano escondida.

Falando em Oslo, a laureada descreveu a alegria de conhecer seus apoiadores – que vivem no exílio – pela primeira vez em cerca de dois anos.

"Por mais de 16 meses não consigo abraçar ou tocar ninguém", disse Machado à BBC. "De repente, em poucas horas, consegui ver as pessoas que mais amo, tocá-las, chorar e rezar juntas."

Machado cumprimentou dezenas de pessoas da varanda do Grand Hotel de Oslo, onde tradicionalmente ficam os laureados do Nobel. Ela acenou e cantou o hino nacional junto com a multidão, que carregava bandeiras venezuelanas e a filmava com seus celulares.

Mais tarde, Machado desceu até a rua e escalou as barreiras da multidão para abraçar e apertar as mãos das pessoas que haviam se reunido no frio para ter a chance de vê-la.

"Depois de todos esses meses em que ela esteve escondida e sua vida esteve em perigo, acho que vê-la junto com toda a diáspora venezuelana é um prazer e uma garantia de que ela está segura, e também uma forma da causa venezuelana permanecer viva e uma forma de exercer mais pressão sobre o regime, " disse Diana Luna, uma mulher mexicano-alemã na multidão.

A filha de Machado, Ana Corina Sosa Machado, havia aceitado anteriormente o Prêmio Nobel em seu nome. No discurso, ela disse que as democracias devem estar preparadas para lutar pela liberdade para sobreviver e que o prêmio tinha um significado profundo, não apenas para seu país, mas para o mundo.

"Lembra ao mundo que a democracia é essencial para a paz. E mais do que tudo, o que nós, venezuelanos, podemos oferecer ao mundo é a lição forjada nessa longa e difícil jornada: que, para termos uma democracia, devemos estar dispostos a lutar pela liberdade”, disse.

Viagem de barco

Machado deixou a Venezuela de barco na terça-feira e viajou para a ilha caribenha de Curaçao, de onde partiu em um avião particular para a Noruega, segundo uma pessoa familiarizada com o assunto.

A fonte, que foi informada pelo grupo de Machado, disse que sua fuga da costa venezuelana foi conduzida por sua equipe de segurança. A Casa Branca não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre a viagem de Machado a Curaçao, que foi inicialmente noticiada pelo Wall Street Journal.

Falando em seu hotel na madrugada de quinta-feira, Machado disse que planeja retornar à Venezuela apesar dos riscos que enfrenta. "Claro que vou voltar", disse ela.

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