ONU expressa preocupação com escalada de ataques EUA-Irã
Secretário-geral citou "consequências catastróficas" para segurança e economia global, defendendo a suspensão imediata das hostilidades
Camila Stucaluc
13/07/2026, 06:40 • Atualizado em 13/07/2026, 06:40
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ONU expressa preocupação com escalada de ataques EUA-Irã | Reuters
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, expressou preocupação com a escalada de ataques entre Estados Unidos e Irã. Em nota divulgada no domingo (12), o diplomada defendeu a suspensão das hostilidades e a retomada do diálogo.
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“Todos esses ataques precisam parar. Um retorno às hostilidades em grande escala teria consequências catastróficas – para os povos da região, para a paz e segurança internacionais e para a economia global. Exorto Irã e EUA a retomarem urgentemente as negociações e a tratarem das questões pendentes por meio da diplomacia”, escreveu.
Pelas redes sociais, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, respondeu Guterres, alegando autodefesa. Segundo ele, não se trata de um “confronto militar”, mas da “continuação de um ato flagrante e não provocado de agressão iniciado pelos Estados Unidos e Israel”.
“O Irã não ataca. Os ataques do Irã a bases militares e ativos dos EUA estacionados no sul do Golfo Pérsico constituem um exercício legítimo e legal de seu direito inerente à autodefesa sob o direito internacional. Você deve instar os países em questão a cessarem imediatamente de permitir que os Estados Unidos usem seus territórios como plataformas de lançamento para agressão contra o Irã”, escreveu.
“Está longe de ser responsável culpar o Irã por defender sua soberania enquanto não responsabiliza os agressores por sua flagrante violação do direito internacional”, acrescentou.
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês), por sua vez, alegou que os ataques contra alvos militares iranianos visam diminuir a capacidade de Teerã de atacar navios internacionais e garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. “O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo vital para o comércio global. O Irã não controla isso”, frisou.
Entenda
Estados Unidos e Irã voltaram a trocar hostilidades na última semana. O primeiro ataque foi feito por Washington, em retaliação ao que chamou de “ofensiva iraniana” contra três petroleiros que navegavam pelo Estreito de Ormuz. Teerã respondeu lançando mísseis contra bases militares norte-americanas no Golfo Pérsico, resultando em novas retaliações.
Os ataques colocam em xeque o memorando de entendimento assinado pelos países em junho, que estipulou 60 dias de cessar-fogo para as delegações avançarem nas negociações para um acordo definitivo. Na quarta-feira (8), o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a trégua havia acabado.
Além do impacto militar, a escalada no Estreito de Ormuz já afeta diretamente o mercado global de energia, pressionando os preços do petróleo. Devido aos ataques do fim de semana, por exemplo, o preço do Brent subiu para US$ 78,99 o barril, um aumento de 3,92% quando comparado ao início das hostilidades, na última semana.
ONU expressa preocupação com escalada de ataques EUA-IrãSecretário-geral citou "consequências catastróficas" para segurança e economia global, defendendo a suspensão imediata das hostilidadesMundo2026-07-13T06:40:00.000ZO secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, expressou preocupação com a . Em nota divulgada no domingo (12), o diplomada defendeu a suspensão das hostilidades e a retomada do diálogo. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. “Todos esses ataques precisam parar. Um retorno às hostilidades em grande escala teria consequências catastróficas – para os povos da região, para a paz e segurança internacionais e para a economia global. Exorto Irã e EUA a retomarem urgentemente as negociações e a tratarem das questões pendentes por meio da diplomacia”, escreveu. Pelas redes sociais, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, respondeu Guterres, alegando autodefesa. Segundo ele, não se trata de um “confronto militar”, mas da “continuação de um ato flagrante e não provocado de agressão iniciado pelos Estados Unidos e Israel”. “O Irã não ataca. Os ataques do Irã a bases militares e ativos dos EUA estacionados no sul do Golfo Pérsico constituem um exercício legítimo e legal de seu direito inerente à autodefesa sob o direito internacional. Você deve instar os países em questão a cessarem imediatamente de permitir que os Estados Unidos usem seus territórios como plataformas de lançamento para agressão contra o Irã”, escreveu. “Está longe de ser responsável culpar o Irã por defender sua soberania enquanto não responsabiliza os agressores por sua flagrante violação do direito internacional”, acrescentou. O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês), por sua vez, alegou que os ataques contra alvos militares iranianos visam diminuir a capacidade de Teerã de atacar navios internacionais e garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. “O Estreito de Ormuz é um corredor marítimo vital para o comércio global. O Irã não controla isso”, frisou. Entenda Estados Unidos e Irã voltaram a trocar hostilidades na última semana. O primeiro ataque foi feito por Washington, em retaliação ao que chamou de “ofensiva iraniana” contra três petroleiros que navegavam pelo Estreito de Ormuz. Teerã respondeu lançando mísseis contra bases militares norte-americanas no Golfo Pérsico, resultando em novas retaliações. Os ataques colocam em xeque o assinado pelos países em junho, que estipulou 60 dias de cessar-fogo para as delegações avançarem nas negociações para um acordo definitivo. Na quarta-feira (8), o presidente norte-americano, . Além do impacto militar, a escalada no Estreito de Ormuz já afeta diretamente o mercado global de energia, pressionando os preços do petróleo. Devido aos ataques do fim de semana, por exemplo, o preço do Brent subiu para US$ 78,99 o barril, um aumento de 3,92% quando comparado ao início das hostilidades, na última semana.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/onu-expressa-preocupacao-com-escalada-de-ataques-eua-ira
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