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Enem 2026: quantas horas estudar?

Especialistas afirmam que qualidade, constância e métodos eficientes de estudo são mais importantes do que longas jornadas diárias

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Especialistas afirmam que qualidade, constância e métodos eficientes de estudo são mais importantes do que longas jornadas diárias | Agência Brasil

Especialistas afirmam que qualidade, constância e métodos eficientes de estudo são mais importantes do que longas jornadas diárias | Agência Brasil

Faltando poucos meses para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, milhares de estudantes entram em uma fase mais intensa da preparação. Diante disso, uma dúvida se repete: afinal, quantas horas por dia é preciso estudar para conquistar uma boa nota?

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Ao avaliar vídeos nas redes sociais que exibem rotinas de oito, 10 ou até 12 horas de estudo, especialistas alertam que o desempenho no exame está muito mais relacionado à qualidade da preparação do que ao tempo dedicado aos livros.

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Para Julia Konofal, autora de conteúdos educacionais da plataforma Kultivi, uma das maiores armadilhas da preparação é transformar a carga horária em uma competição.

"Muitos estudantes passam a acreditar que estão atrasados porque não conseguem estudar 10 horas por dia, quando, na verdade, esse tipo de comparação costuma gerar ansiedade e prejudicar o aprendizado. O cérebro não funciona como uma máquina que produz mais resultados apenas porque ficou mais tempo ligada. Existe um limite para a concentração, e estudar além desse ponto nem sempre traz benefícios”, explica.

Segundo a especialista, pesquisas sobre aprendizagem mostram que métodos ativos de estudo costumam produzir resultados muito superiores a simples leitura repetitiva do conteúdo. É o caso de resolver exercícios e simulados, revisar matérias em intervalos regulares e explicar o conteúdo com as próprias palavras.

“Três horas de estudo realmente concentrado costumam valer muito mais do que uma maratona repleta de distrações e interrupções”, avalia.

Outro erro frequente, explica a especialista, é acreditar que existe uma quantidade de horas ideal para todos os candidatos. A preparação precisa ser personalidade, levando em consideração o tempo disponível, a base de conhecimento, a nota desejada e a rotina de cada estudante.

“O mais importante é construir uma rotina sustentável. Não adianta estudar intensamente durante uma semana e abandonar tudo na seguinte. A constância continua sendo um dos principais fatores para um bom desempenho”, orienta Julia.

Além da organização da rotina, descanso e sono também desempenham papel importante no aprendizado. Isso porque a consolidação da memória depende de pausas e de uma boa qualidade de sono, tornando contraproducentes jornadas excessivas de estudo quando acompanhadas de privação de descanso.

Para Claudio Matos, CEO da Kultivi, a pressão criada em torno das chamadas "rotinas perfeitas" tem provocado um efeito contrário ao desejado entre muitos estudantes.

"Vivemos um momento em que as redes sociais mostram apenas o lado mais intenso da preparação, como se estudar o dia inteiro fosse a única forma de alcançar uma boa nota. Isso cria uma expectativa irreal e faz muitos jovens acreditarem que nunca estão fazendo o suficiente”, comenta.

Embora não exista uma fórmula universal, especialistas apontam que uma rotina de três a seis horas líquidas de estudo por dia, aliada à resolução frequente de questões, revisões periódicas, simulados e momentos de descanso, costuma ser suficiente para que a maioria dos candidatos construa uma preparação consistente até o exame.

“Mais do que perseguir um número de horas, o verdadeiro diferencial está na capacidade de transformar o tempo disponível em aprendizado efetivo. Em um exame tão concorrido quanto o Enem, foco, planejamento e regularidade continuam sendo muito mais importantes do que qualquer maratona de estudos”, completa Claudio.

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