ONU aprova resolução que apoia plano de paz de Trump para Gaza
Proposta dos EUA endossa plano de Donald Trump, prevê criação de órgão de transição e o envio de tropas para estabilizar Gaza
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Reuters
17/11/2025, 22:59 • Atualizado em 17/11/2025, 22:59
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O Conselho de Segurança da ONU aprovou, nesta segunda-feira (17), a resolução apresentada pelos Estados Unidos que endossa o plano de paz do presidente Donald Trump para Gaza e autoriza a criação de uma força internacional de estabilização no território palestino.
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A primeira etapa prevê um cessar-fogo na guerra que já dura dois anos, a libertação dos reféns mantidos pelo grupo palestino e o início de um processo político de reconstrução de Gaza.
O documento completo, anexado à resolução, estabelece diretrizes para segurança, reorganização administrativa e recuperação econômica do território.
A resolução também cria o chamado Conselho de Paz, um órgão de transição que ficará encarregado de coordenar a reconstrução, administrar serviços essenciais e preparar o território para um novo modelo político.
Para garantir a segurança nessa fase, países-membros poderão enviar tropas para compor uma força internacional de estabilização, que terá como missão realizar a desmilitarização de Gaza, incluindo o desarmamento de grupos armados e a destruição de infraestruturas militares.
O texto aprovado é considerado decisivo porque dá legitimidade internacional ao plano de paz e estabelece a base jurídica necessária para a participação de países na missão militar e humanitária. A Autoridade Palestina divulgou nota apoiando a resolução.
O que diz Israel?
Em Israel, porém, o plano provocou forte controvérsia, especialmente porque menciona a possibilidade futura de criação de um Estado palestino.
A resolução afirma que, com reformas internas e avanço na reconstrução, “poderão finalmente existir condições para um caminho credível rumo à autodeterminação e à formação de um Estado palestino”.
Pressionado pela ala mais à direita de seu governo, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu rejeitou essa perspectiva e declarou que Israel não aceitará a criação de um Estado palestino, reafirmando que Gaza será desmilitarizada “pelo jeito fácil ou pelo difícil”.
ONU aprova resolução que apoia plano de paz de Trump para GazaProposta dos EUA endossa plano de Donald Trump, prevê criação de órgão de transição e o envio de tropas para estabilizar GazaMundo2025-11-17T22:59:04.915ZO Conselho de Segurança da ONU aprovou, nesta segunda-feira (17), a resolução apresentada pelos Estados Unidos que endossa o plano de paz do presidente Donald Trump para Gaza e autoriza a criação de uma força internacional de estabilização no território palestino. A aprovação ocorreu após semanas de negociações e contou com a abstenção da Rússia, que poderia ter vetado o texto. O plano aprovado reúne 20 pontos e já havia sido parcialmente . + A primeira etapa prevê um cessar-fogo na guerra que já dura dois anos, a libertação dos reféns mantidos pelo grupo palestino e o início de um processo político de reconstrução de Gaza. O documento completo, anexado à resolução, estabelece diretrizes para segurança, reorganização administrativa e recuperação econômica do território. A resolução também cria o chamado Conselho de Paz, um órgão de transição que ficará encarregado de coordenar a reconstrução, administrar serviços essenciais e preparar o território para um novo modelo político. + Para garantir a segurança nessa fase, países-membros poderão enviar tropas para compor uma força internacional de estabilização, que terá como missão realizar a desmilitarização de Gaza, incluindo o desarmamento de grupos armados e a destruição de infraestruturas militares. O texto aprovado é considerado decisivo porque dá legitimidade internacional ao plano de paz e estabelece a base jurídica necessária para a participação de países na missão militar e humanitária. A Autoridade Palestina divulgou nota apoiando a resolução. O que diz Israel? Em Israel, porém, o plano provocou forte controvérsia, especialmente porque menciona a possibilidade futura de criação de um Estado palestino. A resolução afirma que, com reformas internas e avanço na reconstrução, “poderão finalmente existir condições para um caminho credível rumo à autodeterminação e à formação de um Estado palestino”. Pressionado pela ala mais à direita de seu governo, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu rejeitou essa perspectiva e declarou que Israel não aceitará a criação de um Estado palestino, reafirmando que Gaza será desmilitarizada “pelo jeito fácil ou pelo difícil”.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/onu-aprova-resolucao-que-apoia-plano-de-paz-de-trump-para-gaza
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