O que se sabe sobre brasileira que morreu após ser agredida em rua de Buenos Aires
Maria Vilma, de 69 anos, estava na cidade argentina para visitar a filha; homem que a atacou foi preso após agredir mais uma pessoa na rua
Caroline Vale
11/11/2025, 14:40 • Atualizado em 13/11/2025, 10:58
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Maria Vilma foi servidora pública por mais de 20 anos | Reprodução/Redes sociais
A brasileira Maria Vilma das Dores Cascalho da Silva Bosco, de 69 anos, morreu em Buenos Aires, na Argentina, na última sexta-feira (7), após ser agredida por um homem desconhecido. O crime ocorreu na quinta (6), no bairro do Abasto, em Buenos Aires.
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Nas redes sociais, a família diz que enfrenta dificuldades com o translado do corpo para Goiânia, onde a vítima morava. Entenda esse caso a seguir.
O que aconteceu?
De acordo com familiares, Maria Vilma havia saído de casa para quitar o aluguel do apartamento da filha quando foi atacada por um homem em uma via pública.
Durante a agressão, ela caiu e bateu a cabeça na calçada, sofrendo um traumatismo craniano. A vítima foi socorrida e levada a um hospital, mas não resistiu ao ferimento e morreu na madrugada do dia seguinte.
Os familiares afirmaram que o agressor seria uma pessoa em situação de rua com transtornos psiquiátricos e teria sofrido um surto psicótico no momento do ataque.
Outra pessoa que passava pelo local também foi agredida. No momento dessa segunda agressão, o homem foi detido pela polícia local, ainda conforme familiares.
A goiana era servidora pública aposentada do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) e estava visitando a filha Carolina Bizinoto, estudante do último ano de Medicina na capital argentina.
Vilma revezava entre a Argentina e o Brasil. Ficava um tempo em Goiás com o marido e outro período com a filha em Buenos Aires. Ela havia chegado na cidade em julho. A formatura da filha deve ser em dezembro.
Após a morte, amigos e familiares de Maria Vilma criaram uma campanha nas redes sociais para custear o traslado do corpo. Por se tratar de um crime, o corpo da goiana ainda não passou por autópsia, então não foi liberado para translado, o que está deixando a filha angustiada.
O que dizem as autoridades?
Em nota ao SBT News, o Governo de Goiás, por meio do Gabinete de Assuntos Internacionais, disse que está em contato com a família.
"[Fomos] procurados pela família de Maria Vilma das Dores Cascalho da Silva Bosco para obter apoio no diálogo com o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), com o objetivo de agilizar os procedimentos burocráticos para a repatriação do corpo da goiana. A família não solicitou ao Estado auxílio financeiro para o traslado, mas apenas o intermédio institucional junto às autoridades federais", afirmou.
Já o Itamaraty disse que o Ministério das Relações Exteriores, por intermédio do Consulado-Geral do Brasil em Buenos Aires, acompanha o caso, em contato com as autoridades locais, e presta assistência consular à família da nacional brasileira.
"O atendimento consular prestado pelo estado brasileiro é feito a partir de contato do cidadão interessado ou, a depender do caso, de sua família. A atuação consular do Brasil pauta-se pela legislação internacional e nacional.
Em caso de falecimento de cidadão brasileiro no exterior, as Embaixadas e Consulados brasileiros prestam orientações aos familiares, apoiam seus contatos com o governo local e cuidam da expedição de documentos, como o atestado consular de óbito, que é emitido após os trâmites obrigatórios realizados pelas autoridades locais", informou.
O que se sabe sobre brasileira que morreu após ser agredida em rua de Buenos AiresMaria Vilma, de 69 anos, estava na cidade argentina para visitar a filha; homem que a atacou foi preso após agredir mais uma pessoa na ruaMundo2025-11-11T14:40:39.520ZA brasileira Maria Vilma das Dores Cascalho da Silva Bosco, de 69 anos, morreu em Buenos Aires, na Argentina, na última sexta-feira (7), após ser agredida por um homem desconhecido. O crime ocorreu na quinta (6), no bairro do Abasto, em Buenos Aires. Nas redes sociais, a família diz que enfrenta dificuldades com o translado do corpo para Goiânia, onde a vítima morava. Entenda esse caso a seguir. O que aconteceu? De acordo com familiares, Maria Vilma havia saído de casa para quitar o aluguel do apartamento da filha quando foi atacada por um homem em uma via pública. Durante a agressão, ela caiu e bateu a cabeça na calçada, sofrendo um traumatismo craniano. A vítima foi socorrida e levada a um hospital, mas não resistiu ao ferimento e morreu na madrugada do dia seguinte. Agressor foi preso? Os familiares afirmaram que o agressor seria uma pessoa em situação de rua com transtornos psiquiátricos e teria sofrido um surto psicótico no momento do ataque. Outra pessoa que passava pelo local também foi agredida. No momento dessa segunda agressão, o homem foi detido pela polícia local, ainda conforme familiares. Quem era Maria Vilma? A goiana era servidora pública aposentada do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) e estava visitando a filha Carolina Bizinoto, estudante do último ano de Medicina na capital argentina. Vilma revezava entre a Argentina e o Brasil. Ficava um tempo em Goiás com o marido e outro período com a filha em Buenos Aires. Ela havia chegado na cidade em julho. A formatura da filha deve ser em dezembro. Após a morte, amigos e familiares de Maria Vilma criaram uma campanha nas redes sociais para custear o traslado do corpo. Por se tratar de um crime, o corpo da goiana ainda não passou por autópsia, então não foi liberado para translado, o que está deixando a filha angustiada. O que dizem as autoridades? Em nota ao SBT News, o Governo de Goiás, por meio do Gabinete de Assuntos Internacionais, disse que está em contato com a família. "[Fomos] procurados pela família de Maria Vilma das Dores Cascalho da Silva Bosco para obter apoio no diálogo com o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), com o objetivo de agilizar os procedimentos burocráticos para a repatriação do corpo da goiana. A família não solicitou ao Estado auxílio financeiro para o traslado, mas apenas o intermédio institucional junto às autoridades federais", afirmou. Já o Itamaraty disse que o Ministério das Relações Exteriores, por intermédio do Consulado-Geral do Brasil em Buenos Aires, acompanha o caso, em contato com as autoridades locais, e presta assistência consular à família da nacional brasileira. "O atendimento consular prestado pelo estado brasileiro é feito a partir de contato do cidadão interessado ou, a depender do caso, de sua família. A atuação consular do Brasil pauta-se pela legislação internacional e nacional. Em caso de falecimento de cidadão brasileiro no exterior, as Embaixadas e Consulados brasileiros prestam orientações aos familiares, apoiam seus contatos com o governo local e cuidam da expedição de documentos, como o atestado consular de óbito, que é emitido após os trâmites obrigatórios realizados pelas autoridades locais", informou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/o-que-se-sabe-sobre-o-caso-da-brasileira-que-morreu-apos-ser-agredida-em-rua-de-buenos-aires
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