Número de israelenses que deixam o país bate recorde
Emigração se intensificou desde as eleições de 2022, que levaram Benjamin Netanyahu de volta ao poder
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Agência EFE
Cerca de 90 mil israelenses deixaram Israel por pelo menos três meses em 2025, segundo um estudo da Universidade de Tel Aviv (TAU) divulgado nesta segunda-feira (3), e os pesquisadores acreditam que esse será o número daqueles que acabarão saindo do país por mais de um ano.
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Ao longo de 2025, 90.922 israelenses deixaram o país por mais de três meses, enquanto o número de 2024 foi de 91.499 e o de 2023 de 86.509, informou a universidade em comunicado. Em comparação, entre 2010 e 2019 a média era de cerca de 60 mil.
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"Pensando no futuro, e se não houver mudanças, cresce a preocupação de que a emigração em Israel aumente de forma a colocar em risco a segurança e a economia do país", advertiu no comunicado o professor encarregado do estudo, Itai Ater, embora ele tenha destacado que os números até o momento "não representam um risco para a resiliência de Israel".
A tendência, aponta o estudo, apresenta números "recorde" para o país.
O estudo elabora estimativas com base nos dados do Departamento Central de Estatísticas de Israel, embora o órgão ainda não tenha divulgado seus números definitivos para 2025.
Em vez disso, a equipe da TAU define em seu estudo como "emigrantes" aqueles que deixam o país por pelo menos três meses, visto que registraram que quem ultrapassa esse período tende a permanecer fora de Israel por mais de um ano.
A universidade pondera que o debate público sobre quem deixa o país se intensificou desde a eleição do atual governo de Benjamin Netanyahu (o mais à direita da história de Israel), em 2022, que começou a promover uma reforma na justiça que gerou protestos de massa em todo o país.
Quando a situação nacional atravessava esse momento de instabilidade, ocorreram os ataques dos grupos islâmicos da Faixa de Gaza em 7 de outubro de 2023 e, como retaliação, o início da ofensiva de Israel contra o território palestino e as subsequentes escaladas de violência com outros países vizinhos, especialmente com o Irã.
"A emigração procedente de Israel pode ter consequências especialmente difíceis e graves. A economia israelense não é rica em recursos naturais e se baseia em grande medida no capital humano de alta qualidade, concentrado na indústria de alta tecnologia e em outros campos intensivos em conhecimento", explica a TAU.
O relatório reitera que os números não são, no momento, preocupantes ou uma ameaça, mas que uma piora em relação aos níveis de emigração atuais e a perda do "equilíbrio" em relação à imigração é "o verdadeiro perigo".
Número de israelenses que deixam o país bate recordeEmigração se intensificou desde as eleições de 2022, que levaram Benjamin Netanyahu de volta ao poderMundo2026-08-03T20:30:53.691ZCerca de 90 mil israelenses deixaram Israel por pelo menos três meses em 2025, segundo um estudo da Universidade de Tel Aviv (TAU) divulgado nesta segunda-feira (3), e os pesquisadores acreditam que esse será o número daqueles que acabarão saindo do país por mais de um ano. Ao longo de 2025, 90.922 israelenses deixaram o país por mais de três meses, enquanto o número de 2024 foi de 91.499 e o de 2023 de 86.509, informou a universidade em comunicado. Em comparação, entre 2010 e 2019 a média era de cerca de 60 mil. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. "Pensando no futuro, e se não houver mudanças, cresce a preocupação de que a emigração em Israel aumente de forma a colocar em risco a segurança e a economia do país", advertiu no comunicado o professor encarregado do estudo, Itai Ater, embora ele tenha destacado que os números até o momento "não representam um risco para a resiliência de Israel". A tendência, aponta o estudo, apresenta números "recorde" para o país. O estudo elabora estimativas com base nos dados do Departamento Central de Estatísticas de Israel, embora o órgão ainda não tenha divulgado seus números definitivos para 2025. Em vez disso, a equipe da TAU define em seu estudo como "emigrantes" aqueles que deixam o país por pelo menos três meses, visto que registraram que quem ultrapassa esse período tende a permanecer fora de Israel por mais de um ano. A universidade pondera que o debate público sobre quem deixa o país se intensificou desde a eleição do atual governo de Benjamin Netanyahu (o mais à direita da história de Israel), em 2022, que começou a promover uma reforma na justiça que gerou protestos de massa em todo o país. Quando a situação nacional atravessava esse momento de instabilidade, ocorreram os ataques dos grupos islâmicos da Faixa de Gaza em 7 de outubro de 2023 e, como retaliação, o início da ofensiva de Israel contra o território palestino e as subsequentes escaladas de violência com outros países vizinhos, especialmente com o Irã. "A emigração procedente de Israel pode ter consequências especialmente difíceis e graves. A economia israelense não é rica em recursos naturais e se baseia em grande medida no capital humano de alta qualidade, concentrado na indústria de alta tecnologia e em outros campos intensivos em conhecimento", explica a TAU. O relatório reitera que os números não são, no momento, preocupantes ou uma ameaça, mas que uma piora em relação aos níveis de emigração atuais e a perda do "equilíbrio" em relação à imigração é "o verdadeiro perigo".São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/numero-de-israelenses-que-deixam-o-pais-bate-recorde
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