Novos ataques israelenses contra o Hamas deixam mais de 50 mortos em Gaza
Bombardeios visam pressionar o grupo palestino a libertar os reféns capturados em outubro de 2023
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Camila Stucaluc
Ataques atingiram regiões perto da fronteira | Reprodução
O Exército de Israel lançou, nesta quinta-feira (20), uma nova série de ataques aéreos contra alvos do Hamas, na Faixa de Gaza. Os bombardeios atingiram muitas estruturas civis, deixando, segundo o Ministério da Saúde, pelo menos 58 mortos.
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Este é o mais um ataque realizado contra Gaza desde a quebra do cessar-fogo, na última segunda-feira (17), quando Israel lançou um forte bombardeio contra o Hamas. O objetivo foi punir o grupo por não liberar mais reféns capturados em outubro de 2023, o que acabou deixando 413 mortos no enclave palestino, incluindo mulheres e crianças.
Além dos ataques aéreos, Israel retomou as operações terrestres no centro e sul de Gaza. Com isso, palestinos começaram a lotar as estradas para fugir do conflito.
Em comunicado, o Hamas afirmou que a ofensiva israelense é uma “violação perigosa” do acordo de cessar-fogo. Os militantes pediram aos mediadores da trégua que “assumam as responsabilidades”, uma vez que decisão de Israel de retomar o conflito pode “impor uma sentença de morte” aos reféns que ainda estão presos em Gaza.
Acordo de cessar-fogo
Israel e Hamas entraram em cessar-fogo em 19 de janeiro. O acordo, dividido em três etapas, estipulava uma trégua total das hostilidades, aumento da ajuda humanitária em Gaza e a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos detidos em Israel.
Na prática, a primeira fase do cessar-fogo terminou em 1º de março. Israel e o Hamas iniciaram as negociações para passar para a segunda etapa, mas não chegaram a um acordo depois que Estados Unidos e Israel sugeriram mudar os termos para ampliar a primeira fase, visando liberar mais reféns. A proposta foi vista como “inaceitável” pelo Hamas.
O impasse irritou Israel, que interrompeu a entrada de ajuda humanitária em Gaza. Agora, com a retomada dos ataques, o governo israelense tenta pressionar o Hamas a entregar os reféns. Segundo as autoridades, a ação acontece com aval dos Estados Unidos.
Novos ataques israelenses contra o Hamas deixam mais de 50 mortos em GazaBombardeios visam pressionar o grupo palestino a libertar os reféns capturados em outubro de 2023Mundo2025-03-20T09:04:00.000ZO Exército de Israel lançou, nesta quinta-feira (20), uma nova série de ataques aéreos contra alvos do Hamas, na Faixa de Gaza. Os bombardeios atingiram muitas estruturas civis, deixando, segundo o Ministério da Saúde, pelo menos 58 mortos. Este é o mais um ataque realizado contra Gaza desde a quebra do cessar-fogo, na última segunda-feira (17), quando Israel lançou um forte bombardeio contra o Hamas. O objetivo foi punir o grupo por não liberar mais reféns capturados em outubro de 2023, o que acabou deixando 413 mortos no enclave palestino, incluindo mulheres e crianças. Além dos ataques aéreos, Israel no centro e sul de Gaza. Com isso, palestinos começaram a lotar as estradas para fugir do conflito. Em comunicado, o Hamas afirmou que a ofensiva israelense é uma “violação perigosa” do acordo de cessar-fogo. Os militantes pediram aos mediadores da trégua que “assumam as responsabilidades”, uma vez que decisão de Israel de retomar o conflito pode “impor uma sentença de morte” aos reféns que ainda estão presos em Gaza. Acordo de cessar-fogo Israel e Hamas em 19 de janeiro. O acordo, dividido em três etapas, estipulava uma trégua total das hostilidades, aumento da ajuda humanitária em Gaza e a troca de reféns israelenses por prisioneiros palestinos detidos em Israel. Na prática, a primeira fase do cessar-fogo terminou em 1º de março. Israel e o Hamas iniciaram as negociações para passar para a segunda etapa, mas não chegaram a um acordo depois que Estados Unidos e Israel sugeriram mudar os termos para ampliar a primeira fase, visando liberar mais reféns. A proposta foi vista como “inaceitável” pelo Hamas. O impasse irritou Israel, que interrompeu a entrada de ajuda humanitária em Gaza. Agora, com a retomada dos ataques, o governo israelense tenta pressionar o Hamas a entregar os reféns. Segundo as autoridades, a ação acontece com aval dos Estados Unidos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/novos-ataques-israelenses-contra-o-hamas-deixam-mais-de-50-mortos-em-gaza
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