Eleições

TSE diz não ter detectado interferência estrangeira

Declaração de Nunes Marques ocorre após relatos de suspeitas envolvendo Estados Unidos e Rússia e abertura de investigação pela PF

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Caio Barcellos
A sede do TSE, em Brasília | Luiz Roberto/TSE

A sede do TSE, em Brasília | Luiz Roberto/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que não foi identificada interferência estrangeira durante a votação do primeiro turno.

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Segundo Nunes Marques, o tribunal não recebeu alertas de seus diferentes setores sobre intervenção estrangeira até o encerramento da votação, às 17h. O ministro afirmou ainda que o dia transcorreu sem intercorrências graves.

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“Não tivemos um alerta dos diversos setores do TSE acerca de interferência estrangeira. Então, a votação se encerrou às 17h e não constatamos nenhum tipo de intervenção”, destacou.

A manifestação ocorre depois de a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) ter relatado a integrantes de uma delegação francesa e alemã supostas interferências dos Estados Unidos e da Rússia no processo eleitoral brasileiro. Segundo documentos e fontes ouvidos pela Reuters, o assunto foi discutido durante uma visita da delegação europeia a Brasília, de 9 a 11 de setembro.

De acordo com um relatório das reuniões obtido pela agência, representantes brasileiros disseram que havia indícios de interferência dos dois países.

No caso dos EUA, as ações mencionadas teriam variado de medidas classificadas pelos interlocutores como “lawfare” a manifestações mais abertas.

As preocupações sobre os EUA ganharam força em meio ao apoio público do presidente Donald Trump a políticos de direita em outros países e à aproximação de seu governo com aliados ideológicos no exterior.

No Brasil, Trump e integrantes de sua administração também protagonizaram embates com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o período pré-eleitoral.

A Casa Branca já negou ter tentado interferir nas eleições brasileiras. Moscou, por sua vez, também nega acusações de interferência em processos eleitorais de outros países.

Antes do encerramento da votação, o próprio TSE já havia informado que não havia identificado conteúdos novos e graves capazes de desequilibrar o pleito nem deepfakes envolvendo candidatos à Presidência com alcance relevante nas redes sociais.

O segundo turno das eleições está marcado para 25 de outubro.

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