Chefe da PF diz que não achou plano de ataque a embaixadas
Andrei Rodrigues afirma que investigação não identificou risco concreto contra representações diplomáticas em Brasília

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, durante coletiva neste domingo (4) | Distribuição/MJSP
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou neste domingo (4) que as investigações não encontraram elementos concretos que indiquem a existência de planos de ataque contra embaixadas em Brasília. O caso veio à tona depois que a representação diplomática dos Estados Unidos decidiu interromper os serviços consulares por conta de uma suposta ameaça.
🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique aqui
“Não encontramos elementos concretos sobre a existência de risco para nenhuma embaixada. Não havia plano, não havia nada que tenhamos identificado”, afirmou Andrei durante entrevista coletiva sobre as ações de segurança no primeiro turno das Eleições 2026.
A declaração ocorre dois dias depois de a PF cumprir dois mandados de busca e apreensão, na sexta-feira (2), em uma investigação sobre um suposto plano contra a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Dois suspeitos foram alvos da ação.
📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News.
Na sexta-feira, representações diplomáticas estrangeiras no Brasil também emitiram alertas de segurança. Algumas suspenderam o atendimento presencial e recomendaram cautela aos cidadãos diante do período eleitoral.
PF apura possível interferência externa
Na mesma coletiva, Andrei informou que a Polícia Federal recebeu uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU) sugerindo a apuração de uma possível interferência externa nas eleições brasileiras.
“Recebemos de fato uma representação da Advocacia-Geral da União sugerindo a apuração de interferência externa na eleição brasileira, o que é crime previsto na legislação eleitoral brasileira”, disse.
Segundo o diretor-geral, o pedido foi analisado pela área técnica da PF e encaminhado à Diretoria de Inteligência, que ficará responsável pela investigação.
A apuração já está em andamento, mas ainda não houve a instauração formal de inquérito policial. Segundo Andrei, a PF realiza um procedimento prévio antes dessa etapa.
Questionado sobre uma possível relação entre a investigação de interferência externa e o caso envolvendo as embaixadas, o diretor-geral afirmou que as apurações são separadas, mas poderão ser conectadas caso surjam elementos que indiquem relação entre os episódios.
“Se houver elementos suficientes para apontar que há ligação entre o episódio e outro denunciado pela AGU, nós vamos, obviamente, analisar num contexto completo”, afirmou.














